29 dezembro, 2008
19 dezembro, 2008
Num regresso ao meu passado puntz-puntz encontrei isto
Já agora, em homenagem a um saudoso clube nocturno situado na Foz do Lizandro onde isto passava lá pas 5 horas da manhã:
http://www.youtube.com/watch?v=MicSwhJcNxY
Ai SA SA...
E aqui o original do Barry White, que hoje em dia (felizmente) me agrada bastante mais:
http://www.youtube.com/watch?v=ijoZmPtaNDk&NR=1
14 dezembro, 2008
12 dezembro, 2008
Eu não consigo deixar de achar que o gajo parece o Ricardo Araújo Pereira
Ou algo estúpido, dependendo da perspectiva. O Filme chama-se Chandni Chowk to China. Deu-me vontade de ir ver, alugar, sacar.
09 dezembro, 2008
05 dezembro, 2008
Recomendo
É o Blog do Nirso, e daquilo que vi, gostei, e recomendo vivamente uma visita. Muito bom gosto musical e bons posts.
Aproveitem e ouçam isto: Blow Up - Exclusive Blend vol 1, 2, 3 e 4 - Colectânea de instrumentais dos anos 60 fantástica com composiões de Alan Hawkshaw, Keith Mansfield e muitos outros.
Groovy babe!!!
04 dezembro, 2008
Governo salva BPP para defender imagem de Portugal
Passo a citar a notícia, que poderão consultar na sua íntegra, tal como informações adicionais sobre o assunto no site do Jornal de Negócios Online.
Governo salva BPP para defender imagem de Portugal
O Governo optou por socorrer o Banco Privado Português devido ao efeitos que a falência do banco teria na imagem de Portugal nos mercados externos, bem como a crise de confiança que acarretaria internamente, noticia o "Expresso".
Jornal de Negócios Online
negocios@mediafin.pt
O Governo optou por socorrer o Banco Privado Português devido ao efeitos que a falência do banco teria na imagem de Portugal nos mercados externos, bem como a crise de confiança que acarretaria internamente, noticia o "Expresso".
De acordo como semanário, estes foram os dois factores determinantes para o Executivo ter tomado a decisão política de salvar a instituição, apesar de o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, considerar que a falência do BPP não acarretaria riscos graves para o sistema financeiro e de se ter mostrado particularmente irritado com o facto de o presidente do banco, João Rendeiro, ter dito publicamente precisar de 750 milhões depois de lhe ter sido comunicado que tal não seria possível.
A injecção de 600 milhões no BPP, a nomeação de dois ou três administradores e a suspensão de funções de Rendeiro resultam de negociações lideradas por Constâncio, enquanto as autoridades de supervisão (BdP e CMVM) passam as contas do banco a pente fino.
Tinha falado do assunto no passado sábado com pelo menos um membro deste blog, e na altura ainda não tinha sido decidido o que fazer com o pedido de injecção de €750.000.000,00 no banco. Há pouco soube, e sinceramente deu-me vontade de espumar da boca.
Em primeiro lugar perguntei-me: mas qual imagem de Portugal é que se quer salvar? Não sei se sequer 20% da população mundial sabe localizar Portugal geograficamente, portanto para quê "salvar a imagem" de algo que ninguem faz ideia de onde fica, como funciona e para que serve. Pessoalmente, acho que funciona extremamente mal, e talvez sirva para dar dor de cabeça aos contribuintes.
Acredito que a imagem de Portugal seja mais influenciada por 3 factores: Cristiano Ronaldo ter recebido a Bota de Ouro por 39 golos marcados e agora a Bola de Ouro por 80% dos Votantes, segundo dados d'A Bola, a prestação do José Mourinho no Inter e especialmente a derrota do Benfica por 5-1 contra o Olympiacos na transacta 5ª feira na 3ª jornada da fase de grupos da Taça Uefa.
Depois de lido a notícia, comecei a reflectir no seguinte, e agradeço se alguém achar as perguntas descabidas que mo aponte:
- Quem é que antes da falência do Banco Privado Portugues, sabia da sua existência? Aliás, eu só soube o significado da sigla hoje depois de ter lido a notícia.
- Quantos guichets de atendimento é que já viram? Para responder a isto, fui à secção de contactos do site oficial do BPP e dá para contá-los pelos dedos: A sede e 1 representaçaõ em Lisboa + 1 no Porto. E em Portugal é tudo... Depois temos 1 em Madrid, 1 em Sevilha, 1 em Valencia e 1 em Vigo. Joanesburgo e São Paulo também são afortunados pela presença deste glorioso banco, portanto existem ao todo 9 sítios onde pessoas enfurecidas poderão levantar o seu €. Realmente extraordínário!!!
- Quantos clientes é que terá, dos quais quantos contribuintes portugueses?
- Qual é a situação financeira desses clientes e quais (e quão graves) seriam as suas perdas caso o banco falisse, dos quais quantos portugueses?
- Quantos funcionários ficariam no desemprego caso o banco falisse, dos quais quantos portugueses?
- etc. etc. etc.
Não será pior para a imagem de Portugal, e especialmente para a do Governo, mais concretamente para a do Ministério das Finanças, investir a módica quantia de €600.000.000,00 num banco que serve e presta serviços a quantas pessoas em Portugal? 5? Ou serão 7? Vá talvez umas 11, das quais 1 será assalariada com apartamento na torre S. Rafael no Parque Expo e a outra uma senhora reformada com residência num T4 na Av. Praia da Vitória no Saldanha, junto ao Monumental?
Mas enfim, como a vergonha e a ponderação não são recompensadas pelo Ministério das Finanças, acho que em Janeiro também vou pedir para injectarem €750.000.000,00 nas obras do meu T1 em Alcântara, afinal é de utilidade pública, porque pelo menos 1 cidadão necessita. Pode ser que assim me dêm €600.000.000,00 para as mãos, aproveito e compro logo a zona toda, exproprio os moradores idosos e inquilinos residentes há mais de 50 anos à base da ameaça de morte e da pancada, entrego a zona à exploração imobiliária, arrecado os lucros e depois abro falência, para de seguida adoptar o mesmo esquema e comprar o Intendente e finalmente São Sebastião da Pedreira.
Que se foda a dignidade! Teria uma vida feliz. Porque o € traz felicidade. Não é o que nos impingem?
03 dezembro, 2008
vários
sugerido por outra pessoa, há que ver este filme para perceber melhor o sistema monetário actual (47 min) http://video.google.com/videoplay?docid=-9050474362583451279
E o video que me deixou paranoico, o estado tecnológico actual do ponto de vista de um detective privado (3 horas, é muito mas vale a pena):
parte 1: http://video.google.com/videoplay?docid=3079242748023143842
parte 2: http://video.google.com/videoplay?docid=2219573359400519690&hl=en
02 dezembro, 2008
Então foi...
Houve tempos em que da constatação à indignação ao protesto era um instante. Houve tempos em que havia uma certeza inabalável atrás do protesto, em que cada palavra era pontuada pela óbvia evidência da consequência. Nesses tempos eu sabia que amanhã colheria o que planto hoje.
Se há divindades, se há um criador como tantos querem que haja, se outras entidades superiores existem, o maior presente que nos deixaram foi a ingenuidade. Uma vez perdida...
Hoje a meditação sucede-se à constatação. Falta-me a ingenuidade, roubaram-me a indignação. Hoje, a certeza inabalável não é tanto no protesto como o é no ideal, as palavras são pontuadas pela evidência do conceito, a consequência é outra batalha. Falta-me a ingenuidade, deram-me a retórica. Hoje não sei quando será a colheita, mas planto com outro carinho, com outra ponderação. Falta-me a ingenuidade, perdi a imortalidade do eu para ganhar a imortalidade do nós.
Espezinharam um empregado de um Wall Mart, para chegarem primeiro aos brinquedos de Natal... Há algo de profundamente macabro nas hipérboles de ontem que se tornam nas notícias de hoje.
Sei que hão-de haver dias em que irei duvidar, sei que hão-de haver dias em que parecerá não valer a pena. E nesses dias agarrar-me-ei àquela réstea de ingenuidade. E nesses dias agarrer-me-ei há ideia.
Sei que sou novo, muito novo mesmo. Mas já fui mais novo do que sou hoje.
...
...
...
À conversa no tasco lá da santa terrinha está um velhote a bradar feitos e façanhas sexuais. Entre pretéritos mais ou menos perfeitos, lá se vê interrompido pela passagem de formosa e desejável gaiata. Não hesita pois, o jovem de outrora, em transportar para os tempos de hoje os de ontem:
-Se ela deixasse... Se eu pudesse... Se ela quisesse... O que eu lhe fazia...
Entre a divertida plateia, lá dispara uma voz, transportadora das evidências - "Oh velho, mas tu com essa idade consegues lá foder alguma coisa?!" - A resposta veio rápida e acutilante:
- Se consigo ou não, não sei... Mas a ideia ninguém ma tira!
...
...
...
Se consigo ou não, não sei... Mas a ideia ninguém ma tira.
01 dezembro, 2008
Fleet Foxes

A pedido de várias famílias, deixo aqui o link para o 1º e único álbum (até agora) dos Fleet Foxes, mais um rebento musical vindo de Seattle.
Têm sido bastante elogiados por revistas como a Uncut e a Mojo, e é um dos melhores álbuns de 2008.
Infelizmente não me lembrei das novas regras do rapidshare, e isto inicialmente só dava para sacar 10 vezes. A esta hora, já só deve dar para mais 8 vezes, por isso os primeiros 8 a chegar levam o presente. Os outros terão que recorrer a outra fonte.
Se voltar a meter coisas destas no blog (o que é provável, se entretanto não o fecharem) a ver se uso outro sitio qualquer para alojar os álbuns. Este conselho serve também para todos os escritores deste blog que queiram partilhar músicas (preferencialmente álbuns), coisas que achem boas... ou que achem que todos nós deviamos ouvir!
22 novembro, 2008
White Album: 40 anos

O The Beatles, a.k.a. White Album faz hoje 40 anos, curiosamente, segundo a Wikipedia, é também o dia do músico!!
Hoje é o último dia para se comprar o exemplar 0000005 deste disco, à venda no eBay. Pela altura em que estou a escrever isto, a licitação vai em 14000 libras!
E o Papa aproveitou este aniversário para desculpar o Lennon pela famosa frase onde dizia que eram maiores que Jesus, e até elogiar o White Album e os Beatles!!
Habemos Beatles!
17 novembro, 2008
11 novembro, 2008
Modernização
A referida escola primária deve ser conhecida não só pelos munícipes da Câmara de Mafra, mas também por grande da população portuguesa que deve ter assistido à sua inauguração em grande escala em todos os noticiários do país, sendo aclamada como a escola mais moderna do país. Há umas semanas falei com alguém que lá tem o seu Mirandinha, que me dizia maravilhas daquilo, que o seu rebento podia usufruir dum complexo desportivo com piscina, que existem mini-secretárias e mini-cadeirinhas de tamanho certo para criancinhas, que a escola é toda informatizada, etc. etc. etc.
A mim deu-me de imediato uma intensa vontade de abanar a cabeça, (não o fiz e acabei por sorrir e elogiar toda a trampa que ouvia porque sou extremamente cínico), pois numa situação de crise financeira, onde os professores fazem manifestações de 120.000 pessoas em Lisboa (ainda este sábado passado dia 8 de Novembro), onde os programas do ensindo secundário são completamente desadequados aos do ensino superior, etc. etc. etc., existe o hábito do excesso pois o Presidente da Câmara de Mafra é obcecado por projectos megalómanos como inaugurar 10 escolas básicas até Dezembro, com ajuda, obviamente, de capital privado.
Espanta-me toda esta discrepância entre necessidades e a aparente resolução dessas por situações deste tipo, que não detêm um pingo de razoabilidade.
Pergunto-me sinceramente se o ensino informatizado é vantajoso. Se eu fosse criança, se tivesse um pc com acesso à internet à minha frente, não ia com certeza consultar a página do ministério da educação, ia sim ver páginas do noddy, do bob o construtor, de toda a merda que os putos vêm hoje em dia, e se fosse um pouco mais velho, não me escapavam certamente umas visitas breves e de carácter unicamente lúdico a sites como o youtube, o southparkzone, o 4chan, o chupa-mos e claro, não deixava de sacar os últimos episódios de Dexter e Californication pelo demonoid.
E é claro que não ia fazer os exercícios de matemática que estavam à minha frente, ia sim ligar-me ao messenger, e começar a cortar na professora, e seja em quem fosse com as pessoas à minha volta. Acabou-se a idade dos papelinhos a circular pela sala, com convites para ir fumar uma cigarrada atrás do pavilhão e o romantismo de um papel na algibeira a perguntar se a gente quer dar uma a seguir às aulas em casa dela porque os pais chegam tarde... Para além de todas estas questões, duvido que sequer uma pequena parte do universo dos professores detêm capacidades para ensinar com auxílio de ferramentas informáticas. Ainda este ano assisti a situações em que professores da minha faculdade não sabiam ligar o projector ao portátil, não conseguiram ligar-se à internet, não sabiam fazer um bookmark duma página, não sabiam instalar o flash player e o quicktime e tive 20 minutos à seca para ver uma apresentação em vídeo sobre deplasmólise em células de Allium cepa, até que o professor decidiu que deveríamos mudar de sala como solução do problema.
Portanto, dado tudo isto, e para concluir a exposição das minhas ideias, tive bastante curiosidade em ver como é que a criançada se comporta efectivamente em presença de tanta tecnologia num sítio com instalações tão modernas, esperando encontrar uma página com fotos das aulas, e reacções de pais e crianças por terem adquirido o dispositivo com nome de navegador.
Assim, com grande espanto da minha parte, quando acedi ao endereço facultado pela página da Câmara Municipal de Mafra - http://www.eb1-ericeira.rcts.pt/, apareceu-me exactamente aquilo que vêm na imagem por baixo. Fantástico!!!
Tanta modernização, tanto gasto, tanta megalomania, e mesmo assim os pais não podem consultar faltas, horários, notas, informações sobre visitas de estudo e reuniões de encarregados de educação, contactos de professores, etc. online. Continuam a ter que faltar umas horas ao trabalho para se dirigirem ao estabelecimento de ensino. Julgo que os gastos para manter uma página destas, em condições e com todas as informações mencionadas, sejam relativamente baixos (questão à qual o coolbeer, o ms e o synesios certamente poderão respodner) e certamente menores do que o conjunto de parafernália high tech que eu imagino que exista numa sala de aulas desta escola.
10 novembro, 2008
Mais um belo momento proporcionado pelo publico
Completamente surreal... vejo que existem ali fãs do Triple H.
05 novembro, 2008
aSSembleia Madeirense
http://www.publico.clix.pt/videos/?v=20081105161054&z=1
31 outubro, 2008
A proposito das eleições nos EUA....

Transcrição da entrevista da palin à cbs....
COURIC: You've cited Alaska's proximity to Russia as part of your foreign policy experience. What did you mean by that?
PALIN: That Alaska has a very narrow maritime border between a foreign country, Russia, and on our other side, the land-- boundary that we have with-- Canada. It-- it's funny that a comment like that was-- kind of made to-- cari-- I don't know, you know? Reporters--
COURIC: Mock?
PALIN: Yeah, mocked, I guess that's the word, yeah.
COURIC: Explain to me why that enhances your foreign policy credentials.
PALIN: Well, it certainly does because our-- our next door neighbors are foreign countries. They're in the state that I am the executive of. And there in Russia--
COURIC: Have you ever been involved with any negotiations, for example, with the Russians?
PALIN: We have trade missions back and forth. We-- we do-- it's very important when you consider even national security issues with Russia as Putin rears his head and comes into the airspace of the United States of America, where-- where do they go? It's Alaska. It's just right over the border. It is-- from Alaska that we send those out to make sure that an eye is being kept on this very powerful nation, Russia, because they are right there. They are right next to-- to our state.
tá bom demais
24 outubro, 2008
Buy A Life On eBay
Bom, a história do tipo que o fez está toda aqui, pelo que escuso de estar com mais palavreado!
18 outubro, 2008
Há charretes em Mafra!
Foi num desses pasquins, o Mafra Hoje (pelo menos estes acertaram com o H, ao contrário de outro diário) que reparei que Mafra possui uma charrete, ou não fossemos nós tão influenciados pela serra de Sintra.
E pensei eu muito ingenuamente, o que é que tem Mafra de tão interessante para além do Convento para organizar um passeio assim? Será que a nossa vila é assim um sítio tão histórico?
Ora bem, tendo em conta que uma pessoa vai passear de coche, ou charrete que é o modelo desportivo, dá a ideia que estamos em pleno século XVIII. Isto se ignorarmos o cheiro a dióxido de carbono que entra pelas nossas narinas enquanto estamos no meio da avenida principal, com o cavalo lutando estoicamente para não ser atropelado pelo bombeiro com o saxo de 200 cavalos.
Ora bem, ignorando os carros, e com o convento como pano de fundo.. até parece que esta viagem vale as 50 biscas, oh se vale. É então que a charrete segue pelo fantástico jardim que fica ao lado do Café da Vila onde, se formos suficiente afortunados, podemos encontrar um ou mais elementos deste blog a fumarem a sua ganza. Não tenha medo, eles estão demasiado pedrados para vos verem. A viagem segue-se pelo parque desportivo que poderia ser um ponto interessante de visita, não fosse o extenso muro à volta que... vamos lá... não deixa ver ponta de corno. Foi azar... mal pensado... mas é sempre engraçado passar com uma charrete por cima das lombas.
Finalmente chegamos ao Zambujal, que é o ponto mais distante do percurso. Aqui sim, parece que estamos no século XVIII tal a pasmaceira. Mas não é por isso que o homem nos traz aqui.. diz ele, e passo a citar... "vamos ao Zambujal para ver o mar!"... o Mar! ... o belo oceano Atlântico que banha a costa do...Zambu.. oh diacho, parece que este gajo comeu-nos de cebolada.
Ora eu tenho umas sugestões adicionais para o Curto, aquele que tem o cavalo (e aqui não estou a falar do Quadrado) para tornar a visita mais histórica. Porque é que não passa pelo centro de Saúde de Mafra? Hum? Se o edifício não tem mais de 200 anos, assim parece ... e pela quantidade de pessoas que estão à porta às 5 da manhã para marcarem consulta dá a ideia de ainda não termos passado da idade medieval. Seguidamente arrepia caminho pela Vila Velha, a verdadeira zona histórica de Mafra, para sentir na pele a emoção única de um assalto de um grupo de bandidos, tal como se fazia no tempo do Robin dos Bosques. Quanto mais tardia for a volta, melhor. Ficam as sugestões.
O quê? Não acreditam em mim? Consultem o blog: http://antoniocurto.blogspot.com/ . Com um título tão pornográfico como Festa no Cavalo, Cavalo na Festa, não deverão ter muitas dificuldades em atrair mais lorpas.
Strawberry Central
12 outubro, 2008
Carlitos
XX anos XX bandas - Xutos & Pontapés
Filhos da madrugada - Zeca Afonso
20 anos depois "Ar de Rock" - Rui Veloso
Movimentos Perpétuos - Carlos Paredes
As canções de António - António Variações
e possivelmente outros ...
De maneiras que existe mais um se acrescenta há lista, "Tributo a Carlos Paião". Lamento apenas a participação de Sam, the kid e 4taste, ambos com a música playback. Gostaria muito mais de ver o que fariam os mão morta ou outra banda, mas compreendo que não queiram os mesmos de sempre.
Se for cena para vós, aqui estai: http://rapidshare.com/files/152472035/CP_2008__-_Prin_pdclinks.net.rar
05 outubro, 2008
Para ficar a pensar
Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como
Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que
foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre
valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais
apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos
demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão
ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos
passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,
DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras
particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,
como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo
o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para
eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda
a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo
nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem
que é ' muito chato ter que ler' ) e não há consciência nem memória
política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar
projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe
média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas
podem ser ' compradas ' , sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma
criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto
a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a
criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um
guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como
português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que
confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como ' matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta
muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa ' CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA ' congénita, essa
desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se
converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade
humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é
real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,
ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o
suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima
defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas
enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar
primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve
Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a
força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a
surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os
lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente
estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone
começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento
como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam
um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada
poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,
francamente, tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o
responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de
desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.. MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
Ainda a Expo 98

Acabei de ler que desta vez é a antiga praça Sony, onde ocorreu o primeiro concerto de um Beatle em Portugal (Ringo Star há 10 anos atrás), onde estava alojado aquele ecrã gigante e o pessoal juntava-se todo para ver os jogos da selecção nacional, vai desaparecer para dar lugar a um hotel e ao centro de congressos da FIL...
É verdade que manter aquilo pode não ser rentável, mas aos poucos os simbolos da Expo '98 estão a desaparecer! Sugiro que se faça um DVD (ou 2 ou 3) sobre toda a exposição! Alguém há-de ter arquivos disso (RTP?)!! Acho que seria um artigo bastante interessante, para, pelo menos, a memória não se perder!
01 outubro, 2008
Multibanco - A Mudança

É daqui a pouco que se formaliza a mudança de imagem do Multibanco!
O comunicado à imprensa pelo SIBS pode ser consultado aqui.
Durante estes anos tenho mostrado particular interesse pelo bonequinho que nos dá dinheiro, chamado (descobri nesse comunicado) Multinho!
Parece que também o Multinho vai sofrer uma renovação, portanto aproveito para publicar aqui as fotos que tenho recolhido deste nosso (por vezes) amigo!
Deixei aqui o antigo, logo no inicio do post, apenas porque o novo vai ser demasiado visto e este não merece ser esquecido!
29 setembro, 2008
O Valor da Educação
O responsável acrescentou que o sistema de bolsas deve ser "mais eficaz" para quem tem dificuldades em acompanhar o aumento do valor das propinas, "para que ninguém deixe de frequentar o Ensino Superior". Este ano, todas as universidades e politécnicos vão cobrar a propina máxima que é de 972,14 euros, um aumento de 4,86 por cento nas universidades e 6,22 por cento nos politécnicos, à excepção do Algarve e dos Açores que não vão fixar a propina máxima prevista na lei.
Na conferência realizada na Universidade Católica esteve também presente o ex-ministro da Educação, Guilherme de Oliveira Martins, que defendeu a partilha de responsabilidades na educação entre a escola, a família e a comunidade. "Temos que entender que o caminho a seguir na educação em Portugal tem que ser de maior responsabilização e maior autonomia", esclareceu Oliveira Martins.
O actual presidente do Tribunal de Contas sublinhou que "é preciso que haja uma articulação entre a escola, a família e a comunidade; a escola não se pode fechar em si mesma, porque é um espaço de ligação às famílias". Referindo-se aos contratos de autonomia das escolas, Oliveira Martins referiu que esse sistema pode garantir uma maior "exigência de responsabilidades". "É preciso introduzir os sistemas de modernidade no paradigma da educação em Portugal", alargando a escolarização obrigatória até aos 18 anos, frisou o ex-ministro da Educação.
in Público
Não sei que diga...
28 setembro, 2008
Ié Ié
Ié Ié é uma espécie de baú velho lá de casa, onde encontramos preciosidades que desconheciamos, ou que tinhamos ideia mas não sabiamos onde estavam.
É bastante interessante vasculhar isto!
http://guedelhudos.blogspot.com
Já agora, a título de curiosidade, o nome "guedelhudos" provem dos Beatles, ou não fosse um dos contribuidores o Luís Pinheiro d'Almeida...
16 setembro, 2008
RadiaLx 2008
26 agosto, 2008
Carta Aberta a Rui Cartaxana
"Caro Provedor,
Foi com imenso espanto que li no vosso jornal um artigo que falava do lance de sábado passado do jogo Sporting - Trofense, intitulado "Foi mesmo penálti". A pessoa que assinou tal obra ficcional, Rui Cartaxana, assumiu com toda a confiança a correcção do lance, e que afinal o erro que o próprio árbitro não se coibiu de admitir, não o era. Porque, justifica-se, existe uma recomendação da FIFA que "os senhores árbitros, perante um jogador defensivo que inicie uma acção faltosa sobre um atacante fora da grande área (por ex., um agarrão), que venha a terminar dentro da grande área, devem assinalar grande penalidade!", citando o jornalista.
Como é próprio do futebol português, não se intimidou perante a sua própria ignorância e cometeu dois erros graves, também eles bastante recorrentes na nossa sociedade:
1. Atacou, arrogantemente, quem realmente percebe do assunto, ao dizer: "Trata-se, de resto, de uma conhecida recomendação do International Board, a que a FIFA deu seguimento, e que, pelo menos os senhores árbitros tinham obrigação de conhecer, a começar pelo sr. Paulo Baptista."
2. Como jornalista, devia saber fazer um mínimo trabalho de pesquisa e não partir para conclusões precipitadas. Bem sei que tal não costuma ser norma na comunicação social, mas pelo menos evitavam-se figuras menos próprias para um jornal que se diz isento. Eu, que nunca tirei um curso de jornalismo, consegui encontrar a tal regra e, para não pensarem que critico apenas por criticar, como certos colunistas da praça nacional, enuncio a regra ou recomendação:
"If a defender starts holding an attacker outside the penalty area but continues holding him inside the penalty area, the referee shall award a penalty kick". Fonte: http://www.fifa.com/mm/document/affederation/federation/laws_of_the_game_0708_10565.pdf .
Como se pode ler, o exemplo que Rui Cartaxana fala, o agarrão, é de facto o único exemplo passível de aplicação da regra. Como quem conta um conto acrescenta um ponto e como em Portugal fazem-se verdadeiras obras líricas sobre arbitragens, extrapolou-se desta regra muita coisa, incluindo o caso que Rui Cartaxana indica, imitando tantos outros artigos que foram aparecendo por aí. Uma mentira que se tornou verdade, pelo menos para alguns. É claro que se exige que um jornalista conheça, pelo menos, o tema de que fala.
Esta nova "geração" da Internet, com toda a informação disponível à distância de um clique, estará, porventura, a deixar-vos ficar mal. É que agora, qualquer erro que apareça na Comunicação Social, é facilmente contra-argumentado. O nível de exigência aumentou. O vosso jornal é que ainda não se apercebeu disso. Exige-se mais qualidade, mais rigor e mais isenção. Infelizmente o Record orgulha-se de ter vindo a perder esta corrida. Na memória dos portugueses continuam a ficar estes artigos e capas de jornais em que se dá mais destaque a um jogador de futebol do que a um medalhado olímpico. A seu tempo, e porque a sociedade portuguesa evolui, recolherão as consequências. Porque, como em tudo, existirá sempre uma relação causa-efeito.
Cumprimentos,
Sérgio Freire
P.S. Não sei se é ainda Rui Cartaxana que assume a pasta de provedor, de facto com uma página "Contactos" completamente vazia, torna-se complicado encontrar o que quer que seja."
UPDATED: Após o chorrilho de criticas, saiu na terça-feira à noite a sua resposta ainda mais ridicula: http://www.record.pt/noticia.asp?id=802261&idCanal=3437
17 agosto, 2008
O espirito olimpico
04 agosto, 2008
Trolls
http://www.nytimes.com/2008/08/03/magazine/03trolls-t.html
Este artigo de 7 páginas vem na sequência de uma crescente onda de reportagens sobre o 4chan por parte da comunicação social norte-americana.
01 agosto, 2008
World's 10 Oldest Jokes
1. Something which has never occurred since time immemorial: a young woman did not fart in her husband's lap (1900 BC – 1600 BC Sumerian Proverb Collection 1.12-1.13)
2. How do you entertain a bored pharaoh? You sail a boatload of young women dressed only in fishing nets down the Nile and urge the pharaoh to go catch a fish (An abridged version first found in 1600 BC on the Westcar Papryus)
3. Three ox drivers from Adab were thirsty: one owned the ox, the other owned the cow and the other owned the wagon's load. The owner of the ox refused to get water because he feared his ox would be eaten by a lion; the owner of the cow refused because he thought his cow might wander off into the desert; the owner of the wagon refused because he feared his load would be stolen. So they all went. In their absence the ox made love to the cow which gave birth to a calf which ate the wagon's load. Problem: Who owns the calf?! (1200 BC)
4. A woman who was blind in one eye has been married to a man for 20 years. When he found another woman he said to her, "I shall divorce you because you are said to be blind in one eye." And she answered him: "Have you just discovered that after 20 years of marriage!?" (Egyptian circa 1100 BC)
5. Odysseus tells the Cyclops that his real name is nobody. When Odysseus instructs his men to attack the Cyclops, the Cyclops shouts: "Help, nobody is attacking me!" No one comes to help. (Homer. The Odyssey 800 BC)
6. Question: What animal walks on four feet in the morning, two at noon and three at evening? Answer: Man. He goes on all fours as a baby, on two feet as a man and uses a cane in old age (Appears in Oedipus Tyrannus and first performed in 429 BC)
7. Man is even more eager to copulate than a donkey - his purse is what restrains him (Egyptian, Ptolemaic Period 304 BC – 30 BC)
8. Augustus was touring his Empire and noticed a man in the crowd who bore a striking resemblance to himself. Intrigued he asked: "Was your mother at one time in service at the Palace?" "No your Highness," he replied, "but my father was." (Credited to the Emporer Augustus 63 BC – 29 AD)
9. Wishing to teach his donkey not to eat, a pedant did not offer him any food. When the donkey died of hunger, he said "I've had a great loss. Just when he had learned not to eat, he died." (Dated to the Philogelos 4th /5th Century AD)
10. Asked by the court barber how he wanted his hair cut, the king replied: "In silence." (Collected in the Philogelos or "Laughter-Lover" the oldest extant jest book and compiled in the 4th/5th Century AD)
23 julho, 2008
19 julho, 2008
15 julho, 2008
12 julho, 2008
Webcomics
Cyanide & Happiness @ Explosm.net
do Questionable Content
do The Perry Bible Fellowship
do xkcd - A webcomic of romance, sarcasm, math and language.
E depois do flip, uma nova referência ao "A Dupla Personalidade":
Blog fantástico, duma autora extremamente simpática.
PS: Pago uma pizza e umas jolas ca em casa aos membros deste blog q perceberem a referencia da ultima imagem.
24 junho, 2008
George Carlin
Maio 1937 - Junho 2008.
É(ra) preciso ter coragem para gozar com a religião desta maneira num país tão conservador como os EUA...
20 junho, 2008
Directiva de Retorno
"Os menores detidos deverão ter a possibilidade de participar em actividades de lazer, nomeadamente em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade, e, em função da duração da permanência, deverão ter acesso ao ensino"
Hipocrisia? Sarkozy e Berlusconi. Regredimos 70 anos.
01 junho, 2008
Resposta à Introdução ao Mercado do Petroleo
O post anterior funcionou muito bem como introdução ao mercado do petróleo. Delineou muito bem a relação entre procura e oferta que, como se sabe, é o princípio de todo e qualquer mercado.
Só que é só mesmo isso, introdução. E ignora algumas coisas que têm vindo a acontecer nos últimos tempos, a saber:
- Descobertas de grandes poços de petroleo, nomeadamente no Brasil. Ou seja, o futuro está, por enquanto, assegurado e como de momento as reservas não se encontram em baixo, parece claro que o futuro é estável nesse sentido. Não acredito que em 5 anos as reservas cheguem a um mínimo.
- O consumo mundial está de facto a crescer, não só no petróleo mas também em relação ao mercado de alimentos (outra crise que está agora a surgir), mas não ao ponto de justificar subidas quase diárias nos preços. É que países como a China têm vindo a crescer a uma taxa superior a 10% ano desde há uns anos para cá. Não foi só no último ano, onde o preço do petroleo subiu 100% (!!!). Não foi uma subida gradual, foi repentina.
- Em relação à actividade especuladora de alguns bancos de investimento, já se falava que existiam compras de barris no valor de 200 dolares, por isso dá para ter uma ideia de quanto eles estavam À espera que o preço subisse. Acho que a 135 dolares o risco ainda era pouco. Só que finalmente a situação começou a ser investigada nos EUA (suspeita de manipulação de preços) e, curiosamente ou talvez não, os preços começaram a descer.
Atenção, os preços nunca irão voltar aos 60 ou 80 dolares por barril, porque de facto existe um aumento de procura, ninguém nega isso. Mas 135 dolares é puro exagero, apenas explicado por um mercado que permite isso.
Espero continuação do debate, sempre nos princípios do respeito e honestidade intelectual. Ou se não for possível, com imaginação e originalidade na componente do insulto :)
Introdução ao mercado do Petróleo
no mercado de petróleo existem basicamente três tipos de actores:
-os produtores de petróleo;
-os intermediários financeiros;
-consumidores de petróleo- não confundir com consumidores de produtos petrolíferos que somos nós todos, estes são aqueles que compram o petróleo transformam-no e depois vendem-nos a nós na bombas de combustível;
simplificando o que acontece é o seguinte:
-os produtores de petróleo, têm duas opções ou o tiram do subsolo e o mandam para as refinarias para ser transformado ( e tornam-se consumidores de petróleo) ou então vão ao mercado e vendem-no em bruto a um dos outros dois intervenientes no mercado;
-quanto aos intermediários financeiros estes dedicam-se a comprar petróleo hoje para vender algures no futuro, isto quando acham que o preço vai subir, ou então vendem hoje e compram “amanhã” quando acham que o preço vai descer;
-finalmente os consumidores de petróleo pegam no petróleo explorado ou comprado, transformam-no e depois vendem-no;
Para baixar o preço só existem duas opções:
Ou os produtores conseguem aumentar a produção, o que não é nada fácil porque primeiro é preciso encontrar o petróleo, e depois é preciso extraí-lo, só mais uma coisa, entre encontrá-lo e começar a pôr o poço a produzir demora aproximadamente 5 (cinco) anos e uma refinaria demora 10 anos a construir ou seja não vai ser possível aumentar a produção a curto prazo;
Ou então os diminuiu a procura, e como a economia mundial não dá sinais de ir abrandar, puxada pelos BRIC que continuam a necessitar de petróleo para alimentar uns milhões de novos automóveis por semana!, ou seja OS PREÇOS NÃO VÃO DESCER.
E é por isto que os preços estão onde estão, não tem a ver com a actividade dos intermediários financeiros, essas “sanguessugas” (neste caso “petrossugas”) do capitalismo, porque estes senhores se hoje compram um barril de petróleo para entrega em Janeiro por $80 têm de conseguir vendê-lo até lá, porque estes senhores não querem que em Janeiro lhes entreguem no escritório um barril de petróleo, ou seja todo o petróleo produzido é transformado e vendido.
E ao contrário do que temos ouvido algumas pessoas com responsabilidade e muita demagogia dizer se os preços só subissem pela actividade dos especuladores, eles voltavam a descer quando estes senhores vendessem, o que não tem acontecido, e quanto mais se aproxima o dia em que o petróleo está disponível menos especuladores estão dispostos a comprá-lo porque o risco é maior e mais alto tem sido o preço.
Onde eu quero chegar com isto tudo é que a culpa do preço do petróleo e consequentemente dos combustíveis estar a subir e ir continuar a subir nos próximos tempos é nossa! Consumidores que não estão dispostos a abdicar de nada e querem continuar a ter um estilo de vida em que levam o carro para todo o lado, com viagens de avião a 25€, que querem morar no campo e trabalhar na cidade, portanto já que com as filas de transito não aprendemos nada pode ser que com a subida dos preços aprendamos. Não vai a bem vai a mal!
29 maio, 2008
Quem governa o Mundo?
Porque o mundo gira sempre à volta dos papéis verdes com a cara do Washington embutida, que têm vindo a ficar descoloridos nos últimos tempos perdendo terreno para as notas com cores à la Benetton, tem de haver alguém a puxar os cordelinhos, neste caso os preços daquela zona minuscula do mar do Norte a que deram o nome de Brent que, ironia das ironias, significa "Local Sagrado" em Celta.
Poderá ser uma vertente paranóica minha, habituado a crescer com series como os X-Files, só que neste caso não há um homem do cigarro mas um homem do barril, de petróleo claro, não poderia ser cerveja porque nesse caso os danos mundiais tornar-se-iam bem mais catastróficos. Mas uma notícia recente veio comprovar a minha teoria.
Quando os preços tinham vindo a baixar consecutivamente para os 126 doláres, com a diminuição de procura e não estamos a falar apenas de pescadores europeus, um banco de investimento - Morgan Stanley - uma das maiores e mais respeitadas instituições bancárias a nível Mundial veio logo afirmar causticamente: "O barril poderá chegar facilmente aos 150 dólares". Resultado imediato: nova subida do valor do barril. De petróleo, reafirmo.
Ora, porque é que estes gajos tinham de ser uns chatos e causar tal transtorno? Ainda por cima sem darem nenhuma justificação justificável, passe o pleonasmo. Apenas porque a procura poderá aumentar, tal como já o sabemos há dezenas de anos.
A não ser que... realmente tivessem algo a ganhar com isto, como qualquer pessoa que gosta de dizer as maiores banalidades diria. Acontece que este banco de investimento é o maior na área das energias, nomeadamente em relação à energia mãe de todas, a seguir ao próprio Sol. E como existe algo que se chama opção de compra/futuro - stock options, estes meninos engravatados de Nova Iorque podem estar realmente a ganhar... sei lá.. milhões de dólares.
Ora para quem não sabe o que é isto, digamos que é uma arma incrível de especulação. A ideia é simples: imaginem que há 1 ano atrás, antes desta crise, alguém diz que quer comprar um barril de petróleo a 80 dolares dali a 8 meses. Ora, passados oito meses, o petroleo chega a atingir os 120. Compra-se a 80 e vende-se a 120. É um ganho de 50%. nada mau (ignorando claro custos adicionais de impostos e de transacção que, para o caso, não me parecem relevantes). Existe também outra hipotese, vender directamente estas opções de compra. É só preciso conhecer o mercado. E movimentar-se bem nele, seja lá o que isso for.
É claro que estes bancos não são os únicos a lucrar. Falando cá do burgo, desde empresas como a Galp, cujos resultados foram, mais uma vez, brutais e que utilizam uma estrategia semelhante na compra de petróleo, até ao próprio Governo que cobra imposto sobre imposto, existiram muitos outros felizes contemplados. Uma minoria claro está, este planeta, afinal, é feito delas.
Sem regulamentação, o mundo mergulha numa crise. Aconteceu no mercado imobiliário por motivos muito semelhantes e levou à falência dezenas de empresas e até mesmo entidades bancárias. Com esta escalada de preços nos combustíveis, os efeitos podem até ser piores.
É este o preço que temos de pagar pelo capitalismo? Pelo facto da nação que governa o Mundo ser capitalista? Será o mundo refém de Wall Street?
Adenda, Post Scriptum, ou um acrescento considerado relevante pelo autor para o texto em questão
A intenção deste post não é chegar aqui e, como se diz na gíria, "descobrir a pólvora". Estas conclusões são partilhadas por muita gente há muito tempo. Só queria dar a entender a lógica que qualquer pessoa segue para chegar a este ponto, caminho esse que se percorre muito facilmente já que a ganância é tão descarada que basta olhar com atenção para os jornais para se perceber tudo o que se passa por aí.
22 maio, 2008
21 maio, 2008
12 maio, 2008
metropolitano: esclarecimento técnico
Em resposta ao solicitado informamos o seguinte:
1. Alimentação em corrente contínua
A maior parte dos metropolitanos entrou em serviço, inclusive o de Lisboa, numa altura em que a solução mais correcta para a tracção eléctrica com inter-estações médias até 1.000 metros era o motor série de corrente contínua (dadas as suas características de binário em função da velocidade) e não se dispunha de tecnologia para controlar de forma continuada e com bom rendimento o motor assíncrono de corrente alternada. Actualmente os motores são normalmente assíncronos de rotor em gaiola e controlados por electrónica de potência (conversão a bordo DC/AC através de ponte trifásica de Graetz de 6 braços com transistores OGBT – tecnologia só dominada nos anos 80), inclusive no metro de Lisboa. Manteve-se a alimentação pelas subestações em corrente contínua, para evitar os custos de substituição das instalações fixas por uma distribuição em alternada, além de que, do ponto de vista do material circulante, a economia de alimentação em corrente alternada seria irrelevante porque mesmo nesse caso teria de haver conversão AC/AC a bordo para regular o motor assíncrono.
2. Circulação pela esquerda
A regra da circulação pela esquerda e a regra da prioridade à direita tiveram origem em Inglaterra (Highways Act, 1773), ainda antes de existirem comboios, e deveriam ser sempre consideradas indissociadas. Refere a lenda que a ideia era permitir aos cavaleiros cumprimentarem-se com o menor esforço, além de que, montando-se o cavalo pelo seu lado esquerdo, ele deveria encostar-se à esquerda.
A circulação dos comboios em Portugal faz-se pela esquerda porque era essa a regra quando surgiram em Portugal (a circulação rodoviária em Portugal passou a efectuar-se pela direita em 1929). O metro de Lisboa pagou em 1974 um pequeno estudo para avaliar a mudança para a circulação pela direita, tendo-se concluído não existir vantagem.
Curiosidade...
Segundo a lenda, a circulação pela direita teve origem com a utilização de carroças de maiores dimensões puxadas por várias parelhas sem lugar para o condutor, que montava o último cavalo, do lado esquerdo ( manuseio do chicote com a mão direita); sentindo a necessidade de controlar o lado cruzamento, tenderam a circular pela direita. As primeiras regulamentações da circulação pela direita verificaram-se em 1794 na Dinamarca e Pensilvania, e em 1796 em Paris. Primeiro caminho de ferro comercial: 1825. Curiosidade ainda maior: em França a circulação dos comboios faz-se pela esquerda, por a tecnologia ter sido importada de Inglaterra. No Japão, apesar da influência americana, a circulação rodoviária manteve-se pela esquerda.
Assim, na expectativa de termos respondido ao solicitado, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.
X
-----Original Message-----
Subject: Esclarecimento técnico
Boas,
Sou estudante de engenharia e tenho curiosidade em relação a alguns
aspectos técnicos do metropolitano, que gostaria que me respondessem.
Assim, gostaria de saber porque razão a alimentação do metro é feita em
corrente contínua, DC, e porque razão os comboios do metro circulam pela
esquerda.
Agradeço antecipadamente,
X
29 abril, 2008
FMI - José Mário Branco
23 abril, 2008
Livro infantil Germânico
A seguir a cada imagem está a tradução do texto:

Aqui vês um bébé.
Sabes como ele aparece no mundo?
Aqui vês o Pai e a Mãe.
Eles tiveram o bébé juntos.

Aqui o Pai e a Mãe não estão vestidos.
Consegues ver o peito da Mãe e a racha da mãe.
A racha chama-se vagina.
Consegues ver a caudinha do Pai.
A caudinha chama-se membro.
Também consegues ver o saquinho que o Pai tem entre as pernas.
Chama-se escroto.
O Pai e a Mãe amam-se muito.
Eles beijam-se.
O membro do Pai ficou grande.
Está de fora e hirto.
A Mãe e o Pai querem bastante que o membro do Pai entre na vagina da Mãe.
Porque é agradável.

A Mãe e o Pai deitam-se na cama.
Eles colocam o membro na vagina.
Assim podem brincar um com o outro.
O Pai e a Mãe balouçam um com o outro.
A isto chama-se dormir com alguém.
Pode ser muito giro.
Assim a Mãe e o Pai podem ter uma criança, se eles quiserem.
A Mãe e o Pai amam-se muito.
Eles querem muito ter uma criança.
No saquinho do Pai estão muitos espermatozóides.
Quando o Pai e a Mãe dormem um com o outro, os espermatozóides saem do membro.
Os espermatozóides nadam para dentro da vagina da Mãe,
e entram para dentro duma caverna na barriga da Mãe.
Esta caverna chama-se útero.
Nele existe de tempos a tempos um ovo minúsculo.

Passam muitos, muitos dias.
Passaram 9 meses,
desde que o espermatozóide e o ovo se encontraram.
Agora a criança está tão grande, que quer sair.
A barriga da Mãe ficou tão grande,
que já não lhe serve quase vestido nenhum.
"Eu consigo sentir como o útero se aperta"
dia a Mãe para o Pai.
"Agora está na hora de trazer a nossa criança ao mundo."

O Pai conduz a Mãe à clínica.
A Mãe deita-se na cama da clínica.
Então vem o médico,
e fala com a Mãe e o Pai.
O médico vai ajudar a Mãe durante o parto da criança.

Entretanto a mãe começa a parir.
Em primeiro lugar sai da vagina a cabeça da criança.
Depois saem os braços da criança.

Agora a criança saiu toda do corpo da Mãe.
O médico cortou o cordão umbilical.
Também a placenta saiu.
Agora nasceu a criança.
A Mãe e a criança descansam uns dias.
Depois regressam a casa.
Quando a criança tem fome,
bebe leite dos peitos da Mãe.
Sinceramente, depois dos 1ºs 10 segundos de choque quando comecei a analisar a história com mais atenção, a unica coisa disto tudo que continua a fazer-me confusão, é a forma rebarbada como o obstetra olha para a mãezinha enquanto esta está ocupada a parir.
Quais abelinhas e florzinhas! CARALHO!!!
08 abril, 2008
Homenagem ao Albert John Garden
"um mecanismo propulsor interno, para que a estátua possa acompanhar o próprio movimento do sol" parece-me obra de muitas horas de imaginação!
05 abril, 2008
Mirandês
Fica aqui um excerto do dito e o link para o cujo:
"Un amigo de Gina, la cabeleireira que you ando a papar zde trasdontonte - que inda pon la parrachica más roija que tiu Artúrio ponie la frauga - un amigo de la Gina, anton, agarrou cunfiança cumigo sien naide nunca le haber mostrado mi bun calantriç, i l caralho bai, anton, i cumbida-me para lanxar."
http://poucabergonha.blogspot.com/
Saudações colegas, e desde já fica a questão (pouco relevante de facto) acerca da possível uniformatização do mirandês no contexto do novo tratado ortográfico "português" - ou que fará com que deixe de o ser. Sinceramente, esta última expressão é capaz de não fazer sentido algum, mas no meu eminente estado de embriaguez, tou-me a cagar!
Cumps, cheers e essas merdas.
Ide pó caralho! (Contribuição do amigo Zior).
31 março, 2008
hã?
escreve-se chatice ou chatisse ?
26 março, 2008
Colecção de Maços de Tabaco
Um russo há 32 anos atrás pensou que giro giro era ter tabaco em casa e não fumá-lo. Muito tabaco, de vários tipos! Então começou a guardar os maços todos... e a dado momento decidiu fotografá-los, 1 a 1, e expô-los na net.
http://tttt.ru/
Um link para todos os amantes e curiosos da nicotina!
22 março, 2008
Um pouco de
17-02-2008 00:41
Onde é que eu me meti caralho?
17-02-2008 03:34
O karaoke devia ser proibido e nao digo mais
21-02-2008 00:35
Fdx. Acabei de foder a alimentaçao do meu portatil. Caralho so me saem é duques
01-03-2008 21:52
Uma cena foleira neste ultimo kitt é que nao saltava
22-03-2008 15:22
Po caralho mais o ic19. Ta uma fila filha da puta e eu sem gasoleo
Analise-se.
12 março, 2008
via email
Um caderno A4 pautado de 80 folhas com a horrenda capa do IST custou-me 2.65€
Um caderno A4 pautado de 80 folhas, fabricado pela Ambar custa 0.99€
Além de te odiar, sinto-me deveras estúpido, e não estou a falar de
usar calções!
Foda-se, caralho!
05 março, 2008
24 fevereiro, 2008
Anúncio da Vodafone
Estes tipos da Vodafone têm um sentido de humor peculiar... a imagem acima é uma parte dum PrintScreen que fiz hoje à página da revista Blitz (quem já a visitou, pode reparar nisso pelo tipo de letra), mais concretamente à parte da publicidade dos toques para telemóveis da Vodafone,.O slogan usado: «Reabilita o teu toque». Imagem associada: Amy Winehouse.
Já agora, de notar que na lista que está ao lado o nome da rapariga nem sequer aparece lá...
19 fevereiro, 2008
Artigo de António Barreto no Público
produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes
superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de
restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que
trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar
portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e
"petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a
toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as
últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam
diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces,
compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os
artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão
ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os
inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste
velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem
não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem
não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de
produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a
toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são
poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas
directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do
mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do
Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do
pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas
certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel
da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os
estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e
jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas
de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro.
Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata
que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou
Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude
fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas,
queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que
tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão
verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou. É proibido.
Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre
é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e
azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça?
Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias
de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado?
Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é
proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas
especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos
pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos?
Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao
encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas
não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem
de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode
cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta
"produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma
sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora
dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou
açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de
plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido.
As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com
célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes
por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três
vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo
funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos?
Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde
que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das
mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a
data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e
leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de
leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa
saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para
estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as
brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas.
Para nosso bem, pois claro.
12 fevereiro, 2008
Orphelia
Pensar-se-ia que o contacto com as realidades violentas da condição humana proporcionado pelos avanços tecnológicos na comunicação trouxe-se ao indivíduo a indignação perante o sofrimento do seu semelhante. Ao invés trouxe a habituação e o distanciamento. A nossa paz de espírito custa umas escassas moedas entregues ao mais próximo representante da pobreza, a entidade que mais emprega no planeta. "Paciência - pede o poder instituído - estamos a dar passos consistentes e consolidados em direcção à solução do problema." Entretanto gasta-se mais em perfume do que seria necessário para resolver o problema da água potável em Africa. Indigna-se a oposição: "São tudo processos desencadeados por neo-liberais, a quem só interessa a exploração da classe operária, a defesa de uma burguesia já beneficiada, tudo isto sustentado por uma promiscuidade entre o poder e os interesses económicos" e no final vão todos para um hotel de cinco estrelas celebrar tão gloriosa manifestação. Para o ouvido, nada de novo. Nada de chocante. Apenas as desculpas que já conhecemos, os termos a que já nos habituamos de tal forma que não só não sabemos o que querem dizer, como também já não queremos saber. Entretanto morrem mesmo todos os dias pessoas pelos motivos mais idiotas "não são pessoas - diz-me uma voz protectora - são números na televisão... três por segundo, cento e oitenta por minuto, dez mil e oitocentos por hora, duzentos e cinquenta e nove mil e duzentos por dia, mais quinze dias e estou de férias, mais três pontos e somos campeões, será que as taxas moderadoras vão subir..." tudo isto um ciclo computacional de repeat untill com a condição de fecho do ciclo por escrever. É cíclico. É previsível. É equilíbrio. É a dose de dor a que estamos habituados. É a ilusão de controlo por oposição, pois se não tem solução, resolvido está. "Que impacto pode ter a vontade de um homem", pensa uma multidão em uníssono, sem contudo o partilhar.
A ovelha Orphélia faz parte do rebanho. É parte dele, cresceu com ele, mas quer transcende-lo, pois visualizou o ciclo e procura por todos os meios o comando que o quebre, a condição de saída, o ponto de fuga. Sabe Orphelia que, tão grande como a incapacidade do poder vigente de implementar os princípios que ele próprio diz defender, só a ineficácia da oposição que o deveria dinamizar.
11 fevereiro, 2008
Horas e Horas de Ócio Resumidas em 5 Segundos

PS: depois de ter dado umas cambalhotas aqui pelo quarto a admirar o meu feito, fui ver informações sobre o Minesweeper. E claro que o melhor sitio é a Wikipedia, que tem um campo dedicado ao recordes na página sobre o jogo, campo esse do qual fiz copy, e agora vou fazer paste:
« Best times
The International Minesweeper Committee has compiled a "best ever" list which includes videos of the fastest games submitted by players. In order to get on that list, records on beginner, intermediate and expert must add up to no more than 99.
Since December 2006 this list is hosted at The Authoritative Minesweeper as the list at Planet Minesweeper is not updated anymore.
- 37 seconds on expert by Dion Tiu
- 10 seconds on intermediate tied with Dion Tiu, Roman Gammel and Matt McGinley (and disputed scores of 9 and 10 by Jake Warner)
- 1 second on beginner, held by nobody - depending on the arrangement of mines, rare levels of "beginner" difficulty can be completed with a single click
It should be noted that all times above 1 second can be beaten, as all board sizes can theoretically be solved with one click.»
Já fiz o paste.
28 janeiro, 2008
caça á maquete
A Rádio Zero abriu a época de avaliação de propostas de novos
programas para a grelha do próximo semestre até dia 12 de Fevereiro.
As instruções a seguir podem ser consultadas AQUI
21 janeiro, 2008
Provedor dos Leitores - Inimigo Público de 18 de Janeiro de 2008
Tu es fou, toi?!
"Meus caros senhores, na passada sexta-feira abri o INIMIGO PÚBLICO, procurando referências ao anúncio da construção do novo aeroporto internacional de Lisboa em Alcochete, e não na Ota, mas não vi nada! Atónico, reli todo o jornal e... nada! Apenas posso concliur que o INIMIGO PÚBLICO está comprometido com a decisão inicial do Governo (a Ota) e, como tal, prefere assobiar para o lado na hora da derrota. UM pouco mais de independência talvez não fosse má ideia, meus senhores", escreve Constantino Chaves, de Portimão.
Solicitei esclarecimentos à DIRECÇÃO do INIMIGO PÚBLICO, mas ambos os publishers estiveram sempre incontactáveis, tendo passado toda a semana a colocar à venda, na Remax, na Century XXI e na Santos & Filhos Imobiliária os terrenos que compraram algures ali para os lados de Santarém e da Moita.
Conclusões do Provedor:
"Um pouco mais de independência talvez não fosse má ideia", aconselha o leitor. Permita-me que discorde. O que talvez não fosse má ideia era snifar coca do rego de um top-model brasileira, filha de pai alemão e mãe italiana. Mas cada um sabe de si... Quanto ao assunto em questão, nunca o INIMIGO PÚBLICO esteve, comprometido com a "solução Ota". Na realidade, o INIMIGO PÚBLICO sempre se bateu pela solução "Portela + Amadora", para valorizar o edifício onde fica a nossa redacção, ao lado do LIDL da Amadora, vendermos a espelunca à ANA e desinfestarmos daquei para Montemor-o-Novo, como o José Eduardo Moniz e a Manuela Moura Guedes. "Sim, mas isso não explica porque razão desprezaram a notícia mais importante da semana", está a pensar o leitor (foi o Rui Araújo, que é amigo do Sousa Tavares, quem me aconselhou a começar a colocar um pouco de ficção nas minhas considerações)... Acontece que fomos todos apanhadas com as calças na mão, na quinta-feira à tarde. Alguns de nós literalmente, no Parque Eudardo VII, outros de nós metaforicamente, mas também no Parque Eduardo VII, por alguma razão. Acontece que o ministro Mário Lino, que é o nosso informador dentro do Governo (ele vai ser "remodelado" em breve, por isso podemos denunciá-lo), ficou tão "emmerdeur" que se esqueceu de nos ligar. Mas assim que o Jorge Coelho ocupe o seu lugar, as manchetes actuais e fresquinhas voltam ao INIMIGO PÚBLICO.
É, pois, conclusão do Provedor que o Mário Lino "est bien foutre" e que o leitor Constantino Chaves "est, comme Marcel Proust, un gros sodomite". VE
18 janeiro, 2008
Pó copo
Para isso deixo-vos aqui o respectivo artigo da Wikipedia inglesa
Para além disso, fiquei bastante surpreendido com a Lei 30/2000 de 29 de Novembro - "Define o regime jurídico aplicável ao consumo de estupefacientes e substâncias psicotrópicas, bem como a protecção sanitária e social das pessoas que consomem tais substâncias sem prescrição médica."
De destacar:
"Artigo 2.o
Consumo
1 — O consumo, a aquisição e a detenção para consumo
próprio de plantas, substâncias ou preparações
compreendidas nas tabelas referidas no artigo anterior
constituem contra-ordenação.
2 — Para efeitos da presente lei, a aquisição e a detenção
para consumo próprio das substâncias referidas no
número anterior não poderão exceder a quantidade
necessária para o consumo médio individual durante
o período de 10 dias."
"Artigo 10.o
Juízo sobre a natureza e circunstâncias do consumo
1 — A comissão ouve o consumidor e reúne os demais
elementos necessários para formular um juízo sobre se
é toxicodependente ou não, quais as substâncias consumidas,
em que circunstâncias estava a consumir
quando foi interpelado, qual o local e qual a sua situação
económica.
2 — O consumidor pode solicitar a participação de
terapeuta da sua escolha durante o procedimento, competindo
à comissão regular tal forma de participação.
3 — Para a formulação do juízo referido no n.o 1,
a comissão ou o consumidor podem propor ou solicitar
a realização de exames médicos adequados, incluindo
análise de sangue, de urina ou outra que se mostre
conveniente.
4 — Se a definição da natureza do consumo pela
comissão não se tiver fundamentado em exame médico
com as características referidas no número anterior, o
consumidor pode requerê-lo, devendo as suas conclusões
ser analisadas com vista à eventual reponderação
do juízo inicial da comissão.
5 — O exame é deferido pela comissão a serviço de
saúde devidamente habilitado, sendo suportado pelo
consumidor se for por ele escolhido um serviço privado,
e realizar-se-á em prazo não superior a 30 dias."
"Artigo 15.o
Sanções
1 — Aos consumidores não toxicodependentes
poderá ser aplicada uma coima ou, em alternativa, sanção
não pecuniária.
2 — Aos consumidores toxicodependentes são aplicáveis
sanções não pecuniárias.
3 — A comissão determina a sanção em função da
necessidade de prevenir o consumo de estupefacientes
e substâncias psicotrópicas.
4 — Na aplicação das sanções, a comissão terá em
conta a situação do consumidor e a natureza e as circunstâncias
do consumo, ponderando, designadamente:
a) A gravidade do acto;
b) A culpa do agente;
c) O tipo de plantas, substâncias ou preparados
consumidos;
d) A natureza pública ou privada do consumo;
e) Tratando-se de consumo público, o local do
consumo;
f) Em caso de consumidor não toxicodependente,
o carácter ocasional ou habitual do consumo;
g) A situação pessoal, nomeadamente económica
e financeira, do consumidor."
"Artigo 16.o
Coimas
1 — Se se tratar de plantas, substâncias ou preparações
compreendidas nas tabelas I-A, I-B, II-A, II-B
e II-C, a coima compreende-se entre um mínimo de
5000$ e um máximo equivalente ao salário mínimo
nacional.
2 — Se se tratar de substâncias ou preparações compreendidas
nas tabelas I-C, III e IV, a coima é de 5000$
a 30 000$.
3 — As importâncias correspondentes ao pagamento
das coimas são distribuídas da forma seguinte:
a) 60% para o Estado;
b) 20% para o SPTT (Serviço de Prevenção e Tratamento
da Toxicodependência);
c) 10% para o governo civil;
d) 10% para o IPDT."
E pronto, o resto leiam vocês.

