Há pessoas que nasceram para serem figuras mediáticas, verdadeiros ícones da cultura Pop, ou meros palhacinhos. Tudo depende da perspectiva.
Verdadeiro macho latino, compra o que quer, diz o que quer, faz o que quer. E é primeiro ministro, logo goza de imunidade diplomática. E aproveita-a com algo so consigo descrever como "pinta". O homem é o verdadeiro "castiço". Daqueles que quando o filho leva a namorada lá a casa, depois do jantar lhe manda um apalpãozinho amigável acompanhada de um pequeno piropo. O sujeito em questão simplesmente não é algo que hoje em dia se encontra tão na moda: é tudo menos politicamente correcto. Não segue uma linha política ou ideológica coerente, reunindo à sua volta pessoas dos mais diferentes extractos sociais, desde antigos radicais de esquerda, a conservadores, até indivíduos com alegadas relações à Mafia. Quando em directo na TV do estado (da qual é em parte detentor) uma jornalista lhe colocou umas quantas questões polémicas, ele rapidamente apelidou-a de "cabra de esquerda", estendeu-lhe a mão e foi dali para fora. E quando em campanha, repetidamente se referiu aos cidadãos que teimam em não votar nele de "coglioni". Para não falar na panóplia de piadinhas acerca de campos de concentração e dos famosos "cornos" ao ministro dos negocios estrangeiros espanhol em 2002.
Conclusão, se eu fosse o Berlusconi, seria um sacaninha, mas com certeza alguém com uma grande auto realizção pessoal.
Troco 1 Alberto João Jardim por meio quilo de Silvio Berlusconi.
09 abril, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário