Não, caros colegas, a endogamia não tem nada a ver com o número e tipo de parceiros sexuais de um dado indivíduo (ou então até pode ter... , vejamos). Antes fosse.
Perdi 20 minutos da minha vida a escrever um post que com toda a certeza elevaria o nível deste blog para patamares raramente alcançados desde a sua fundação a 20 de Março de 2006. No entanto devido a um pequeno problema técnico, o dito post perdeu-se nos anais da memória (virtual), pelo que fica aqui um verdadeiro, sentido e gutural FOOOODDDDAAAA-SSSSSSEEEEEE!!!!!!!!
Bem, depois deste breve e necessário desabafo, queria alertar os excelentíssimos leitores deste prestigiado blog (que para além do autor deste post, devem somar 8 - curiosamente o restante número de colaboradores deste veículo de informação cultural), para uma situação que me inquieta. Portanto, convido-os a consultarem um artigo de opinião escrito por um reconhecido investigador nacional na área de Biologia, cujo link está aqui:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=2760&op=all (ou melhor, por baixo do aqui, neste caso por cima, esqueçam).
Trata-se de uma situação preocupante em que, à semelhança do que o nosso ex-Primeiro Ministro e antigo cônjuge de Cinja Jardim, Pedro Miguel de Santana Lopes e restante aparelho partidário teve tão poucas preocupações em esconder, se arranjam "jobs for the boys".
Mas desta vez, não numa repartição de finanças perto de si, ou num qualquer gabinete obscuro em São Bento, mas sim em cargos REALMENTE IMPORTANTES como os de docência e investigação das nossas Universidades. O que acontece é a "contratação preferencial de docentes residentes na universidade contratante", ou seja quando uma Universidade abre concurso para determinado cargo, existe desde logo um escolhido, sendo este obviamente já do quadro docente da dita instituição. Isto passa por uma divulgação limitada do concurso; por uma escolha de perfil do docente a contratar que se adequa perfeitamente à do pré-escolhido; e por diversas artimanhas administrativas, como por exemplo a exigência de certos anexos, dos quais os concorrentes "internos" têm um conhecimento antecipado, ou até exclusivo. Tudo para desqualificar "candidatos indesejáveis".
Pessoalmente, isto é uma situação que me causa uma revolta enorme, pois não se tratam de cargos administrativos ou governamentais que qualquer pessoa com ou sem QI acima dos 80 possa desempenhar (caso de um Director de Finanças do 3º Bairro Fiscal de Lisboa que eu pessoalmente tive a enorme felicidade/desgosto - conforme a perspectiva - de conhecer), mas de cargos que poderiam ser ocupados por indivíduos que realmente beneficiariam o desenvolvimento do ensino, da tecnlogia e da ciência em geral. Dada a situação actual, estes são preteridos em função dos "meninos da casa", como um professor meu costuma referir no seu tom jocoso. Trata-se da velha questão que muito possivelmente antecedeu a milenar "Busca do Cálice Perdido", a eterna "Procura do Tacho".
A agravante moral, se assim quiserem ver a questão, é o facto de estarmos em plena implementação do Processo de Bolonha, que supostamente terá o objectivo de possibilitar uma maior mobilidade aos discentes e docentes a nível europeu e a criação de novas infraestruturas que fomentem a partilha do saber aquém-fronteiras. Até poderei perceber que as instituições de ensino sintam o medo de serem verdadeiramente abalroadas por docentes estrangeiros, mas pensando bem, que investigador europeu poderá ter interesse em vir desenvolver o seu projecto em Portugal, onde o apoio do estado é mínimo, e as infraestruturas para o desenvolvimento de muitas tecnologias ainda não estão (e possivelmente nunca estarão) criadas.
Com estas medidas, o que resulta é unicamente um acréscimo do éxodo intelectual para além fronteiras, pois se docentes e investigadores de qualidade não encontram trabalho em Portugal, rapidamente levam os seus projectos e o seu saber para o estrangeiro. Isto em nada beneficia o país, e as instituições de ensino públicas, pois tendo em conta que o maior indicador de qualidade de uma Universidade é a qualidade dos seus docentes, estas perdem a sua capacidade de concorrência, tanto para as Universidades privadas como para as estrangeiras - veja-se o caso da Medicina em Espanha e num futuro (não muito) próximo nas privadas também.
Despeço-me, agarrando uma ideia que ficou no ar desde o início do post, a dos parceiros sexuais: Muito em breve poderemos todos ter como regente de cadeira uma belíssima e frondosa professora, que nos seus tempos de estágio, em vez de perder tempo precioso a redigir a sua tese de doutoramento, aperfeiçoava a arte do fellatio em conjunto com o seu orientador, mas que infelizmente não distingue a diferença entre um espectrofotómetro e um bolicao.
31 março, 2006
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário