10 dezembro, 2009

Facebook

Tou farto de discutir as violações de privacidade que as redes sociais criam, privacidade a que o individuo tem direito e é saudável, e não deve ser violada com o propósito do "quem não se mostra é porque tem alguma coisa a esconder". Isto faz-me lembrar aquelas utopias clássicas, sobretudo o Nós de Zamyatin, onde a sociedade é controlada pela própria sociedade.

Não querendo entrar em grandes textos e divagações literárias ou filosóficas, lembrei-me disto por causa desta notícia no site do Público.

2 comentários:

Anónimo disse...

Mesmo a calhar:

O que o CEO da google tem a dizer sobre a privacidade:

"If you have something that you don't want anyone to know, maybe you shouldn't be doing it in the first place."

in

http://gawker.com/5419271/google-ceo-secrets-are-for-filthy-people

Parece que o slogan "do no harm" já se vai esbatendo.

Gil

D@V|§ disse...

Eu compreendo o rebuliço que se cria à volta disto tudo.

Contudo, para o meu lado é completamente inócuo, pois há uma opção que permite a partilha de qualquer tipo de conteúdo a esferas sociais distintas seleccionáveis, o que torna a escolha de quem pode aceder a conteúdo a ou b muito mais costumizável. Se eu estivesse fodido da vida e escrevesse "o indivíduo x é um filho da puta", certamente que, com 2 dedos de testa, não permitia o acesso a essa informação a toda a gente, nomeada e especificamente ao indivíduo x.

Agora para outras pessoas a questão pode ser encarada como algo muito pouco positivo.
Cenário provável entre n possíveis: Pai tem uma filha boa. Filha boa tem facebook. Filha boa não sabe usar o facebook porque é burra, ou não tem maturidade para compreender certos termos técnicos. Filha boa coloca informações pessoais indevidas na net como o número de telefone e morada. Filha boa começa a receber chamadas anónimas do indíviduo x supramencionado que a espera à porta de casa. É fácil começar a magicar sobre esse tipo de situações, sobretudo se for o próprio pai.

Mesmo não tendo descendência, é fácil imaginar que não é toda a gente que tem oportunidade e pachorra para supervisionar o que a prol anda a fazer, online ou não.
E se não existe consciência da parte da descendência e esta coloca coisas impróprias online, uma empresa aproveitar-se disso para ter mais lucros é algo condenável.
Certamente que algo como "o meu pai é um cabrão do caralho e eu estou morta por foder o primeiro gajo que me apareça à frente" gera muitas mais visitas ao site, portanto mais dinheiro.
Mas sinceramente nunca acreditei que uma única empresa que seja faça algo para benefício de outrem, funciona tudo para o próprio lucro, portanto quem está a par disso, deve agir consoante o que sabe e não gerar controvérsia sobre si próprio em demasia nem publicar informações que não são pertinentes, pois toda a gente acaba por lucrar com isso em detrimento do próprio.