27 setembro, 2006

Mais um pouco de religião

É um chavão, eu sei mas a religião é o ópio do povo, de facto.É algo que a humanidade sempre necessitou para se ir mantendo, para tentar compreender o incompreensível. Mas tristemente está já e desde os primórdios (quando adoravam um calhau ou algo similar) tão intrinsecamente ligada à humanidade que se torna mesmo muito triste.
Séculos e séculos que se desperdiçaram a adorar figuras numa parede que significam o tal conceito de " greater good" . E isto sim é o cumulo da hipocrisia. Primeiro, o monoteísmo no qual este bem universal assenta é ridiculo . Porra que existam deuses da vingança, da inveja, da raiva. Também são emoções humanas. Se os deuses existem que espelhem a sociedade que os criou mas claro ninguem quer adorar isso... hahahahah isto sim tem piada. Tristeza do caralho. Éramos bem mais felizes se ainda se adorassem as velhas religiões.... mas enfim chega de saudosismo religioso..... Existem três palavras que definem o conceito em algo mais..... medo......ignorância que resulta em controlo de forma a manter as massas dominadas que assim não se revoltam contra a ordem imposta...
ESPERO muito sinceramente que um dia todos possamos ver para além disto mas tristemente é só um sonho, e nunca vai acontecer...... nem falo da religião católica e das atrocidades associadas....nem vale a pena.

JC

Estou aqui a escrever pó blog porque cheguei à faculdade às 10 pás 8 e surpresa: Não tive aula. É o que dá ir às teóricas só para olhar para o traseiro das caloiras.

Tendo em conta que andei a calcorrear a FCUL duma ponta à outra e nem o Bino Lento encontrei, aproveito para escrever o que me ocorreu há pc no autocarro, em plena A8.

- Porquê tanta algazarra à volta do velho JC?

Ora vejamos. O tipo era filho de carpinteiros, não tinha guito e morreu há quase 2000 anos. Eu espero, para bem da imagem de Portugal do séc XX e inícios do séc XXI, que as pessoas daqui a 2000 anos não se lembrem do Pedro Santana Lopes, nem do Alberto João Jardim. Pensando bem, nem de toda a ala direita do Parlamento. e já agora, talvez de grande parte da esquerda também não.

Analisando melhor todo o mediatismo em volta do indivíduo JC:

- JC era um forreta. Em vez de oferecer uma bela jantarado aos amigos. não! Pegou num pãozinho e numa posta de peixe e multiplicou-os. Grande amigo porra! Nem que fossem senhas para a cantina a 2€!!! E quando viu que estava prestes a pirar-se daqui, lá deu uma mísera Última Ceia. Aposto que no meio da confusão toda, o Judas ainda teve que pagar a conta...

- JC era o Jorge Palma do início do primeiro Milénio no Médio Oriente e andava nos AA. "Tomai a vós o sangue do meu corpo". E toca a emborcar tinto. Não me venha com histórias, todo o JC devia ser álcool. E já agora porque tinto? Não podia ser Absinto? Isso sim, dava umas belas missas ao Domingo de manhãzinha!

- JC foi o 1.º bebé proveta. Não há outra explicação para o facto de Maria ter dado à luz sem ter dado a bela da fod*!

- JC era o Syd Barret. Teve uma curta carreira fulminante de 2 singles - "A Última Ceia" e "A Ressureição" - e depois nunca mais ninguém o viu.

- JC era o Bibi. Quando eu era mais novito, as simpáticas Testemunhas de Jeová importonuvam-me aos domingos de manhã, batendo-me à porta e mostrando-me imagens do JC a montar um burro com uma data de criançada à volta. Encontram semelhanças?

- JC era o Ché Guevara. Quis libertar o povo judeu das mãos dos Fariseus, mas olha, correu-lhe mal. Talvez se lhe tivesses dado menos na vinhaça amigo, terias durado tanto como o Fidel.

- JC é o José Cid. Manda muita merda incrívelmente estúpida ao ar e infelizmente alguns acham piada, tornando-se um símbolo de culto. Conhecem maior legião de fâs que a dos JCs?


Reflictam um pouco nisto.

Talvez haja um JC em cada um de nós.

(Só espero não acabar preso numa estaca...)

Plágio ?!?!?!? nop, foi o bebé da capa do nivermind que voltou dez anos depois do album (1991)








mais info: http://en.wikipedia.org/wiki/Spencer_Elden

26 setembro, 2006

censura

no site do google podemos encontrar a seguinte afirmação:

Google's mission is to organize the world's information and make it universally accessible and useful.


Universalmente acessivel?!? Será mesmo? Em 2003 o site Google Censorship - How It Works fez uma pequena incursão na censura do google. Um dos exemplos é a procura do site de conteudo racista stormfront.org no google.com e no google alemão. Ora vejam e comparem:

www.google.com www.google.de

reparem na diferença de resultados. Em ambos os casos o total de páginas é de 50700 mas só são apresentadas 27 no google.com e 9 no google.de. Existe aqui uma clara censura.

Ora esta experiência foi realizada em 2003. Ao tentar repeti-la tive vários problemas, nomeadamente existem muito mais páginas (443,000) do que há 3 anos. Existe também o problema de que não tenho um acesso puro ao www.google.de, pois a página apresentada continua a vir em português apesar da mudança de imagem. Ainda assim actualmemte aparece um aviso no final da página dizendo:
Atendendo uma solicitação legal enviada ao Google, 12 resultado(s) foram excluídos dessa página. Se quiser, leia mais sobre a solicitação em ChillingEffects.org.


Um caso mais dramático ainda é o já conhecido www.google.cn, na china. Aqui a censura é obvia, esperada e mais do que falada. Se tentarem aceder ao google.cn são recambiados para o google.com. Mas visitem esta página e explorem os links que lá se encontram e comparem e assustem-se..

Mais um exemplo de censura é o Google Suggest (existe em extensao para o firefox), onde supostamente á medida que se escreve ele vai sugerindo as palavras mais procuradas pelo mundo. Mas o problem é que ao escrever "porn" ele não sugere nada. Dirá um leitor com fobia do sexo que o faz muito bem, mas já vamos ao sexo. É que até a concorrência, nomeadamente o "youtube" fica de fora.

venha agora a censura do sexo. No site Firefox Flicks existem videos de 30 segundos promovendo o fireox. Mas este é sobre um jovem adolescente que assim que os pais sairam de casa vai buscar o creme, vela, roupão preparando-se para um acto onanista, mas dá de caras com uma protecção do dito firefox contra pornografia. Aplicar esta censura ao jovem em maturação sexual é estupido e arrisco muito pouco saudavel.

Outra censura ou neste caso falta de censura é o filme "9 songs" (trailer)
. O filme é acerca de um casal que se conheceu num concerto de Black Rebel Motorcycle Club e relata as suas aventuras sexuais durante o ano seguinte intercalado com concertos de The Von Bondies, Elbow, Franz Ferdinand, Primal Scream, The Dandy Warhols, Super Furry Animals e Michael Nyman e novamente Black Rebel Motorcycle Club. Aqui o cliché aplica-se: Sexo, drogas e rock'n'roll.
Este filme exibe claramente orgãos genitais, contem cenas de sexo não-simuladas, um modo de dizer reais, mas no entanto foi considerado erótico pela autoridade competente britanica e chegou mesmo a participar em festivais de cinema. já vi filmes porno com mais história e menos sexo

25 setembro, 2006

janelas

gosto duma fresca instalação do windows, parece uma virgem pronta a iniciar uma vida de deboche

22 setembro, 2006

Hey ho, let's go

Daqui a minutos espero estar bêbedo/apodrecendo, algures numa ruela de Lisboa com uma garrafa na mão. Vivam os tempos desesperados da nossa juventude.

21 setembro, 2006

No seguimento do que disse o coolbeer

À hora do jantar, tavam os meus cotas a fazer zapping na cozinha, quando passou uma notícia sobre o encontro da ONU e sobre a dita intervenção do presidente Venezuelano na TVI.

É extremamente triste que tenham feito disso um acontecimento mediático semelhante àqueles em que aparece o Alberto João Jardim vestido de palhaço.
Ou seja, a "peça de jornalismo" decorreu da seguinte forma:
- Passaram as afirmações de Hugo Chávez acerca do presidente Bush, com especial destaque para a parte em que ele se benze (só faltava fazerem uma montagem do Maradona a benzer-se enquanto entra num campo de futebol para aumentarem o ridículo da situação, e já agora, porque não ao lado duma estátua da Virgem Santíssima - HALELUIA!);
- Acaba a notícia";
- Vê-se o pivot da TVI a sorrir e a abanar levemente a cabeça.
-Segue-se para outra notícia.

Pelo contrário, na imprensa estrangeira, à excepção do Times, obviamente, a notícia tem sido abordada de outra forma. Com certeza que referem as expressões que Chavez usou para desacreditar Bush, mas referem também o resto do discurso.
Nomeadamente, refere os Estados Unidos como a maior ameaça à espécie humana (algo que não é muito menos excessivo, mas que pelo menos tem algum fundamento, tendo em conta o tipo de política externa e principalmente ambiental que o regime Bush tem praticado), baseando-se para tal no autor americano Noam Chomsky e na sua abordagem à estratégia imperialista americana;
Chavez refere também a perda de importância da ONU, face ao domínio dos EUA, contribuindo para o seu desmoronamento.
Após isto, e numa conferência de imprensa, Chavez exigiu que o presidente americano fosse julgado num tribunal internacional, sob acusação de genocídio, devido aos milhares de mortes e ferimentos de soldados como civis na guerra do Iraque. Segundo Chavez, tudo isto é devido ao óleo e não pela democratização do médio Oriente.

Admiro a seriedade e ausência de unilateralismo no jornalismo que se pratica em Portugal.

Time Magazine vs Chavez

Continuando a onda de crítica social que invadiu (e ainda bem!) o nosso blog...

Sempre julguei que a Time fosse uma revista de referência a nível mundial, mas infelizmente também sofre dos mesmos males da imprensa norte-americana. Estava hoje a navegar pela página - www.time.com - quando me deparo com um artigo que fala sobre a última intervenção de Hugo Chavez:

The Devil and Hugo Chavez

Não vale a pena entrar em discussões sobre a personalidade polémica que Chavez representa... mas mete impressão a constante referência ao petróleo que suporta "o seu jacto particular" e as suas campanhas. De acordo... mas ao contrário da Air Force One e da própria economia americana, não se encontra manchada de sangue inocente.

P.S. Só queria avisar os outros elementos do blog para colocarem sempre 1 título no post... não é por conice, mas o RSS não funciona sem isso. É só!

Não tenho nada e tenho tenho tudo

No outro dia cheguei a casa, fui lanchar. Liguei a Sic. Má ideia.
O espectáculo triste que se me deparou foram 2 putos a cantar uma musiquinha que, pelo cenário do estúdio, parecia ser da Floribella. Agora o problema, os míudos não tinham mais de 6 anos e estavam mais pintados, produzidos, arranjados que qualquer travesti às portas do Trumps. E pior, pelo que soube logo a seguir, não se tratou de um evento isolado, mas sim duma espécie de concurso, que se arrasta já há um tempo.
É nojento pensar que existem órgãos de comunicação em Portugal que usem crianças, ou melhor, que as manipulem da maneira mais subversiva, para publicitarem o seu produto. É extremamente fácil fazer crianças quererem que é giro, que é bonito, que é "rifixe" toda a palhaçada que se passa num programa como aquele. Basta meter lá meia dúzia de pessoas relativamente bem parecidas, com roupas coloridas, e rapidamente temos um aglomerado de Teletubbies bonzinhos, carinhosos, que gostam todos muito uns dos outros, que tocam numa banda, que fazem coisas de adultos como apaixonar-se, beijar-se, chatear-se, mas que não passam de uns vendidos do caralho, que tentam impingir valores morais às crianças, completamente vindos do nada, caindo da estratosfera.
CABUM - ah e tal, mentir é feio. CABUM - ah e tal, deve ser-se amigo dos outros. CABUM - ah e tal, não se brinca com as coisas dos outros. CABUM - o dinheiro não te faz feliz.

No outro dia li um excerto do Ricardo Araújo Pereira para a Visão a comentar toda esta merda que é a Floribella. Óbviamente que o texto em si era meramente humorístico, mas tinha lá pelo menos uma ideia mais profunda - A Floribella é um acontecimento que encaixaria perfeitamente no Estado Novo.
Ora vejamos, a protagonista é uma pobrezinha sem mamã, sem papã, sem ponta de educação (ao ponto de nem conseguir articular uma curta frase sem dar um pontapé na gramática), sem ambição, sem onde cair morta, que vive rodeada de pessoas que esbanjam dinheiro, que compram casacos de pele, que andam de Mercedes, que vivem numa Mansão com direito a cozinheira, motorista, a empregada - a própria Floribella.
Até aqui, isto parece uma novela qualquer, podia ser a cópia do Anjo Selvagem. Agora aquilo que distingue a Floribella do resto é o facto de a protagonista ser vítima da sociedade, viver rodeada daquilo que não tem e não se importar minimamente com isso. Tem o seu sonho, enquanto sonha não se preocupa. E que sonho é esse? Casar com o príncipe encantado, que por acaso é o patrão, que é bem parecido, que tem educação, que tem ambição, que tem dinheiro. O que as pessoas que conceberam esta ideia nos desejam transmitir é que não ter educação e ser pobre não tem consequências. É bonito, produz pessoas melhores, menos conscientes da realidade, mas melhores. E isso é uma mensagem extremamente perigosa para toda a população que não tiver a capacidade de discernir aquilo que é real, daquilo que é subversivamente manipulado e chamado de "ficção", sejam eles os pequerruchos que cantam, dançam, deliram, os pais que lhes compram os CDs, sapatos, camisolas, mochilas da Floribella, ou os avós senis que nada mais acreditam poder fazer, senão ver o programa à tardinha, pois andam a vegetar, a cagar na fralda, a poupar os seus míseros 25 contos de reforma num qualquer lar de 3ª idade da Santa Casa da Misericórdia, pois a vida para eles acabará nos próximos 2 ou 3 anos. Para quê preocupar-se?
Como o Defstoned referiu, assistir a isto repetidas vezes só fomenta uma coisa, o crescimento da indiferença que há em cada um de nós. É um espectáculo previsível, com situações ridículas, sem jeito, feito sem arte e entrega. É algo para vender, para meter a máquina de Marketing da Sic a funcionar, para que se consigam vender mais CDs e mais roupas coloridas. Pior que isso, é algo para nos estupidificar, para manipular uma geração inteira de pessoas em vias de formação.
Isto chega ao ponto de no outro dia vir no elevador e entrar uma vizinha com a sua filha toda vestida às cores do arco íris, com fones nos ouvidos, a ouvir óbviamente: "Não tenho nada e tenho tenho tudo / Sou rico em sonhos e pobre pobre em ouro". De repente a música acabou, a pita ficou sem pilhas, então começou numa berraria incrível no meio do elevador, a gritar: "Mamã, mamã, eu quero ouvir a floribella, eu quero ouvir a Floribella". Vim a aturar isto do 1º ao 3º andar, e o meu elevador é extremamente lento. Viver num prédio é uma merda. Viver num prédio com pessoas é pior.

Mas voltando ao tema inicial, depois de ter visto a "actuação" dos 2 putos, que foi obviamente extremamente aplaudida por toda a plateia, foram perguntar-lhe o que os putos mais gostavam na Floribella. A resposta foi demorada e soou-me bastante estranha, como se os putos estivessem a regurgitar algo que lhes tinham sugerido dizer minutos antes:
"Eu gosto muito da Floribella porque é pobre e não fica triste".

Isto foi a gota de água, meteu-me nojo. Manipularem crianças com mensagens subversivas é uma coisa; manipularem crianças com mensagens subversivas, usando outras crianças é bastante grave. Com a frequência com que tenho assistido a manifestações dessas, tenho algum medo de que toda uma geração de indivíduos se torne daqui a anos uma massa indiferenciável, sem capacidade analítca, sem valores que não os administrados exteriormente à massa, com o intuito de redireccionar o seu poder de compra.

E depois podem todos cantar em conjunto:
"Não tenho nada e tenho tenho tudo / Sou rico em sonhos e pobre pobre em ouro"

O Bom, o mau e o indiferente....

A indiferença é a pior coisa que se pode sentir e infelizmente tal emoção abunda cada vez mais na mentezinha da juventude. Porquê???? A alienação é recorrente nesta sociedade capitalista onde o sucesso a todos os custos é cada vez mais celebrado e os media controlados pelos governos e grandes conglomerados empresariais cultivam a mais pura ignorância. No entanto penso também que não só as gerações mais novas mas toda a população estão cada vez mais distantes do que se passa à sua volta. As pessoas escolhem ignorar escolhem não se importar e acomodam-se cada vez mais à sua vidinha materialista. E pior ainda muitas vezes CRITICAM aqueles que escolhem protestar e tentar viver a vida de outra forma.... É muito triste mesmo.... A mudança está ali à vossa espera basta pensar um pouco mais... Que tenham convicções políticas caramba..... Não interessa que sejam do PP ou do PPM (FODA-SE) mas desde que as tenham e claro que saibam fundamentar as suas opiniões com fundamentos minimamente suportáveis tudo bem....Até a merda do fascismo é preferivel à ausência de opinião.
Acordem, leiam, vejam. Usem os meios que estão amplamente disponíveis. Investiguem porra. Cada vez mais revejo as minhas intervenções neste blog como uma espécie de catarse.....Nem que seja só por isso!

20 setembro, 2006

Isto sim, é uma pérola!

Não, este post não contém link nenhum para uma música onde se ouça um miudito a recitar a forma como deseja penetrar as entranhas da namorada.

Hoje num qualquer site obscuro, dedicado a bandas obscuras, dei de caras com uma banda japonesa chamada Envy. Decidi-me a descarregar o álbum Insomniac Doze, para ver no que dava. Esperava uma coisa ao estilo dos Orange Range ou dos The Pillows, pop japonês, cor de rosa, simpático, talvez com algum "engrish" pelo meio.

No entanto, depois de ouvida nem metade da primeira faixa do álbum, fiquei completamente estarrecido.
Imaginem o cruzamento dos escoceses Mogwai, com um gigantesco Godzilla aos berros. Ora se ouvem arranjos de guitarra muito ao estilo dos Mogwai, umas passagens com um toque de violino, uma voz a recitar poesia japonesa, ora somos completamente esmagados por uma verdadeira muralha sonora, que transmite o desespero e emoção pretendidos na perfeição, apesar de as líricas serem em japonês. É o antagonismo entre duas entidades: a beleza calmante ao estilo dos Album Leaf e Sigur Rós; e a intensa brutalidade que se mostra também em bandas como Slayer ou Atari Teenage Riot.
No entanto, ao contrário destas últimas duas, o som da banda japonesa não deixa de ter uma melodia intrínseca sequer por um instante, o que faz todo o álbum parecer mais coeso e interessante de ouvir.

Para fazerem a vossa apreciação do CD:

http://rapidshare.de/files/31154903/Envy-Insomniac_Doze-Proper-2006-CPR.rar.html


Aconselho toda a gente a ouvir este álbum, de preferência depois de um dia extenuante e com o volume o mais alto possível. Deverá ser o suficiente para canalizar as raivas e angústias do dia-a-dia, sem ter que ir à tromba a alguém.

19 setembro, 2006

We must kill them. We must incinerate them. Pig after pig. Cow after cow. Village after village. Army after army.


Uma por dia, dá saúde e dá alegria.

vania-debora

ontem finalmente consegui redescobrir este blog.

Vânia Debora

18 setembro, 2006

Cromos

Não, não vou falar de nenhum elemento deste blog. Nem de nenhum político, dirigente desportivo ou dos personagens que costumam vaguear por Mafra, como é o caso do Alberto (qualquer dia ainda faço uma Ode ao gajo!)

Vou escrever sobre três situações que achei que deveriam dar entrada neste prolífico blog.

Cromo 1
Estava eu entretido a ler o Metro, esse grande jornal internacional, enquanto comia uma tostazinha num dos bares do IST (ainda não me habituei à ideia que já saí dali e que não vou lá fazer nada), qd me deparo com a seguinte manchete:

"Mulheres sorriem mais do que os homens"

Ora, a relevância da notícia já de si é questionável. Mas, lendo mais detalhadamente, encontrei a seguinte pérola: o psicólogo Freitas Magalhães conseguiu definir 4 tipos de sorriso: o sorriso largo - onde se mostra a cremalheira, o sorriso superior - onde apenas os dentes superiores terão destaque, o sorriso fechado - onde não se vê dente algum e o sem sorriso que, tal como o nome indica, é aquele sorriso amarelo. Ainda bem que existem investigadores que definem sorrisos. É que de facto, quando esboçava um esgar ligeiro não sabia o que lhe haveria de chamar. Agora já sei: é o sorriso fechado.
Apesar das declarações símias do homem, ainda tem o descaramento de dizer que este é o resultado de 20 anos de investigação. Sim, vinte anos. Todo o trabalho de uma vida é definir 4 tipos de sorriso. É algo que poderá contar aos netos. E depois eles podem continuar a pontapeá-lo nos tomates por tamanha parvoíce.

Cromo 2
Enquanto lia a referida notícia, aproximou-se de mim um tipo que, muito entusiasticamente disse qualquer coisa deste género: "Então chavalo tudo bem?". Eu olhei para ele. Ele olhou para mim. A sua face mudou repentinamente. Eu franzi o sobrolho. Enquanto lhe apertava a mão, comentei, só para não ficar aquele silêncio inconfortável: "Não estou a ver quem és...". O rapaz não se intimidou: "Não estás? Então fica para a próxima...". E vai ter mesmo de ficar porque nunca tinha visto tal espécime. E a avaliar pela impressão rápida que tive, ainda bem.

Cromo(s) 3
Enquanto analisava as estatísticas do blog, reparei que há mta gente que vem aqui parar enganada. E vocês dizem: "claro, só mesmo por engano é que alguém vem ler isto." É verdade, mas existem uns mais enganados que outros.
Por exemplo, um brasileiro qualquer, provavelmente com o zézé na direita enquanto a esquerda procurava ansiosamente a foto perfeita na net, pesquisou por "peludinhas" no google. Ora, claro que isso só poderia dar ao nosso blog, ou o Defstoned e o mike não tivessem tido uma discussão sobre umas certas botas que eram (e provavelmente ainda serão) moda.
Outro brasileiro (só podia mesmo ser!), foi um pouco mais viril. As keywords eram: "chicholina+sexo+com+animais". O autor do post, desta vez, foi o D@V|S que, não sei porque razão obscena, decidiu incluir isso nos seus posts.
E agora, com a Keyra Agustina a aparecer no nosso blog (e nos nossos corações, pois claro), segue-se um novo frenesim de argentinos a invadirem este nosso cantinho.
Como isto anda, qualquer dia ainda iremos receber a visita da própria portadora d'O rabo!

Disneyland. Fuck, man, this is better than Disneyland.


Esta imagem é domínio público.


17 setembro, 2006

Zona de Caça

DIÁRIO DA REPÚBLICA DE 14 DE SETEMBRO DE 2006


Portaria n.º 973/2006, D.R. n.º 178, Série I de 2006-09-14

Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Cria a zona de caça municipal da freguesia de Lousa, pelo período de seis anos, e transfere a sua gestão para a Associação de Caçadores de Loures, integrando os terrenos cinegéticos sitos na freguesia de Lousa, município de Loures (processo n.º 4426-DGRF)


Se tiverem a sorte de passar pelo Carrascal, verão lado a lado com a placa «CARRASCAL NN BOYS» uma outra que diz «zona de caça municipal».

Portanto, a partir de hoje e pelos próximos 6 anos, acordarei sobressaltado de madrugada com a sensação de acordar em Bagdad, ao som de armas apontadas a coelhos e aves.

E assim acabam 12 anos de descanso a viver no campo...

16 setembro, 2006

E mais achas para a fogueirinha

Na passada 3ª feira, dia 12 de Setembro, o actual papa bento XVI (tal indíviduo nem merece a utilização de maíusculas) teve um discurso, que eu, e (pelo que tem sido noticiado) a grande maioria do mundo islâmico, não achou lá muito fantástico.

Para não me basear na fantochada de órgãos mediáticos como é a própria secção responsável do Vaticano, a Al-Jazeera e especialmente a CNN e consortes, fui procurar informações no sítio que considero ter mais "bom senso", liberdade de expressão, ideais e controlo acerca dos conteúdos (pelo menos a longo prazo) pela sua extensa comunidade - o Wikipedia.

Fica aqui um excerto (em inglês, já que traduzir isto para português seria um pc penoso).

Key paragraphs

Quoted below are the three paragraphs which discuss Islam in Benedict's lecture:

I was reminded of all this recently, when I read the edition by Professor Theodore Khoury (Münster) of part of the dialogue carried on – perhaps in 1391 in the winter barracks near Ankara – by the erudite Byzantine emperor Manuel II Paleologus and an educated Persian on the subject of Christianity and Islam, and the truth of both. It was presumably the emperor himself who set down this dialogue, during the siege of Constantinople between 1394 and 1402; and this would explain why his arguments are given in greater detail than those of his Persian interlocutor. The dialogue ranges widely over the structures of faith contained in the Bible and in the Qur'an, and deals especially with the image of God and of man, while necessarily returning repeatedly to the relationship between – as they were called – three "Laws" or "rules of life": the Old Testament, the New Testament and the Qur'an. It is not my intention to discuss this question in the present lecture; here I would like to discuss only one point – itself rather marginal to the dialogue as a whole – which, in the context of the issue of "faith and reason", I found interesting and which can serve as the starting-point for my reflections on this issue.

In the seventh conversation edited by Professor Khoury, the emperor touches on the theme of the holy war. The emperor must have known that sura 2, 256 reads: "There is no compulsion in religion". According to the experts, this is one of the suras of the early period, when Mohammed was still powerless and under threat. But naturally the emperor also knew the instructions, developed later and recorded in the Qur'an, concerning holy war. Without descending to details, such as the difference in treatment accorded to those who have the "Book" and the "infidels", he addresses his interlocutor with a startling brusqueness on the central question about the relationship between religion and violence in general, saying: "Show me just what Mohammed brought that was new, and there you will find things only evil and inhuman, such as his command to spread by the sword the faith he preached". The emperor, after having expressed himself so forcefully, goes on to explain in detail the reasons why spreading the faith through violence is something unreasonable. Violence is incompatible with the nature of God and the nature of the soul. "God", he says, "is not pleased by blood – and not acting reasonably is contrary to God's nature. Faith is born of the soul, not the body. Whoever would lead someone to faith needs the ability to speak well and to reason properly, without violence and threats... To convince a reasonable soul, one does not need a strong arm, or weapons of any kind, or any other means of threatening a person with death...

The decisive statement in this argument against violent conversion is this: not to act in accordance with reason is contrary to God's nature. The editor, Theodore Khoury, observes: For the emperor, as a Byzantine shaped by Greek philosophy, this statement is self-evident. But for Muslim teaching, God is absolutely transcendent. His will is not bound up with any of our categories, even that of rationality. Here Khoury quotes a work of the noted French Islamist R. Arnaldez, who points out that Ibn Hazn went so far as to state that God is not bound even by his own word, and that nothing would oblige him to reveal the truth to us. Were it God's will, we would even have to practice idolatry.


Admiro o timing deste, que até até 2005 foi o Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé (eufemismo para designar a Inquisição), que tem como objectivos:
Proteger e suportar os ensinamentos católicos em matérias de Fé e Moral.

Excerto retirado de
http://en.wikipedia.org/wiki/Pope_Benedict_XVI_Islam_controversy


Como dizia Friedrich Nietzsche, na sua obra Die fröhliche Wissenschaft de 1882:
Deus morreu.

Conformem-se, sua cambada de otários atrozes, mal intencionados e hipócritas de merda. Foda-se.

PARABÉNS AO SYNESIOS

E bota abaixo, glu glu glu.
All hail Keyra Agustina!!!!
Devo ter tempo livre a mais, só pode. porque razão andaria eu a ver sites com guias sobre suicidio na net se não demasiado tempo livre. Ainda se fosse porno. Ou até mesmo porno gay, era compreensivel.

Ainda assim, este vem na sequencia do manual que fiz com o Cardim (hey rapaz como vai isso por aí?) hás uns dois anos. Se bem que muito mais elaborado. Mas o nosso manual continha a tecnica Seppuku/Hara-kiri dos samurais.

A Practical Guide to Suicide


No meu devaneio pela world wide web dos que não fazem nada encontrei esta história magnifica. e cito:
A história da argentina Keyra Agustina (nao o seu nome verdadeiro) é impressionante. Com certeza já a deves ter visto (pelo menos uma parte dela). Tudo começou quando a jovem argentina de 21 anos, tirou foto pela sua webcam, nao da sua cara (para proteger a sua identidade), mas sim do seu traseiro, e colocou na net. Nunca lhe passou pela cabeça o efeito que estas teriam. Em poucos meses foi catalogada como o melhor rabo do mundo. As páginas bateram records de tráfego entupindo os servidores onde estavam alojadas. O famoso programa Howard Stern nomeou-a como o melhor rabo do ano do mundo. Um programa da TV espanhola ofereceu- lhe 20 mil euros para ser estrela do programa e várias revistas lutaram para que ela fosse capa de revista. No entanto ela rejeitou todas as ofertas dizendo -"Por más dinero que me paguen, no voy a salir en la tele hasta que termine la faculdade".

fotos


Noutra onda dei de caras com uma perola de musica: UKURRALLE - UMA HISTóRIA DE AMOR – PARTE 1