http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/8432887.stm
-> Lugares de estacionamento pintados cor de rosa, mais largos com mais luz e com um assistente para ajuda-las a estacionar.
Os chineses estao na vanguarda da seguranca rodoviaria, e estao a extinguir o problema pela raiz.
28 dezembro, 2009
26 dezembro, 2009
Cinema em 2009
Num ano que não foi particularmente forte em cinema, fica aqui uma montagem muito bem conseguida dos títulos que causaram mais impacto este ano. Estão aí os melhores... estão alguns fraquinhos... e também está o Transformers II e o G.I.Joe.
http://www.youtube.com/watch?v=9lDOgTcBMv0&feature=player_embedded
Infelizmente, muitos ainda nem saíram em Portugal, como o Fantastic Mr.Fox, Up in the Air ou o Invictus.
http://www.youtube.com/watch?v=9lDOgTcBMv0&feature=player_embedded
Infelizmente, muitos ainda nem saíram em Portugal, como o Fantastic Mr.Fox, Up in the Air ou o Invictus.
25 dezembro, 2009
PCP Braga
Em dia de Natal trago-vos política.
Como alguns daqui já sabem, a organização do PCP de Braga anda a enviar-me emails para uma das minhas contas. Enganaram-se de certeza no email e ainda não deram pelo erro.
Pelo meu lado, nada fiz para corrigir a situação muito porque quero ver até onde isto vai. Após muito tempo de emails completamente desinteressantes, mas que me irritam por outros motivos (formatos não abertos, não uso do BCC, etc), finalmente um pouco de sumo.
Publica-se aqui os "quadros destacados.doc" , com alguma censura para privacidade.
Como alguns daqui já sabem, a organização do PCP de Braga anda a enviar-me emails para uma das minhas contas. Enganaram-se de certeza no email e ainda não deram pelo erro.
Pelo meu lado, nada fiz para corrigir a situação muito porque quero ver até onde isto vai. Após muito tempo de emails completamente desinteressantes, mas que me irritam por outros motivos (formatos não abertos, não uso do BCC, etc), finalmente um pouco de sumo.
Publica-se aqui os "quadros destacados.doc" , com alguma censura para privacidade.
Quadros que se destacaram no ciclo Eleitoral
Amares
XXX (Toni) – camarada recentemente cooptado para a DORB. Assumiu todas as tarefas necessárias ao desenvolvimento do trabalho em Amares. Quadro com possibilidade de evoluir.
Carlos XXX – camarada que veio muito recentemente ao Partido. Dedicado.
Augusto XXX (Boure) – Dedicado, embora com pouca iniciativa.
Duartina e Vitor XXX (Ferreiros) – não estão inscritos.
Barcelos
Rui – quadro que demonstrou uma disponibilidade muito grande.
Sidónio (chefe de linha na XXX) – empenhamento muito forte na freguesia. Identificação muito grande com o Partido. Disponibilidade para manter trabalho na freguesia.
(Alvito S. XXX) – Independente. Foi eleito. Muita disponibilidade para prosseguir o trabalho. Entusiasmado e com ligação às massas na Freguesia.
Braga
Diana XXX – Quadro com boas características. Dedicada ao trabalho em momentos concretos. Desde as eleições desapareceu. Acompanhou freguesias e desenvolveu o trabalho. Deu ajuda na elaboração de programas e folhetos.
Filipa – grande disponibilidade para o Partido. Deu ajudas importantes na elaboração de programas
Dimitri – (JCP) deu mostras de grande dedicação ao trabalho concreto. Sem iniciativa.
António XXX (Lomar)
António (Real) Ind
Isabel XXX – verificou-se um acréscimo de disponibilidade e aproximação ao trabalho do Partido
Cabeceiras de Basto
Miguel XXX – funcionário público. Recentemente chamado à Direcção Regional. Assume-se como o quadro mais responsável. Capacidade de trabalho, reflexão e direcção.
Manuel XXX – Empresário de camionagem. Homem disponível e muito conhecedor do meio. Dedicado à campanha eleitoral.
José Manuel XXX - Estudante. Camarada aguentou bem os problemas do P. com o tio. É preciso puxar por ele. Boa compreensão da orientação do Partido.
Artur (Painzela) – operário. Grande genica e dinâmica. Prestigiado na Freguesia. Está emigrado em Espanha. Vem de 15 em 15 dias.
Celorico de Basto
Luís XXX. Professor. Inscreveu-se durante a Festa. Quadro que trabalha com o Partido há vários anos. Dirigiu e dinamizou todo o trabalho eleitoral no concelho. Quadro para vir à DORB.
Esposende
Francisco XXX – Cabeça de Lista das Marinhas. Independente. Dedicado. Com alguma debilidade ideológica.
Fafe
Rogério – (Antime) Membro da JCP. Participa na Comissão concelhia do Partido sem ser membro. Muito dedicado ao Partido. Aguentou bem a situação no concelho, apesar de ligações pessoais fortes a quadros que se afastaram. Quadro de futuro.
Leonor – Jovem dedicada. Emigrou para Inglaterra após as eleições pois perdeu o emprego.
Guimarães
Filipe – desempregado. Muito dedicado às tarefas. Sem grandes condições para dirigir trabalho.
(jovem de Brito) – entusiasmado com as tarefas eleitorais. Com preocupação com o desenvolvimento do trabalho para o futuro
Toni - Cabeça de lista de Serzedelo. Independente. Homem sério. Apesar de resultados pouco positivos na Freguesia, revela compreensão para o trabalho do Partido. Ligado às massas.
Liliana (Pevidém) – grande dedicação e dinâmica. Boa ajuda no trabalho adminitrativo.
Sofia (Aldão) – jovem independente, bastante empenhada.
Elina XXX – boa ajuda na elaboração dos programas. Trabalho muito dedicado e com coomprensão
Póvoa Lanhoso
Pedro XXX (JCP) foi o cabeça de lista à AM. Dedicado e interventivo.
Paulo XXX (Calvos) revelou dinâmica e interesse. Tem que ser explorado.
Terras do Bouro
Manuel XXX (Valdosende) – não está inscrito no Partido. Foi eleito. Dedicado e com capacidades de trabalho.
Vieira do Minho
Amélia XXX – numa situação muito difícil, a sua intervenção, que foi muito reduzida, pode abriri portas para iniciativa futura.
Famalicão
Carlos XXX (Sezures) – Quadro com muita capacidade de trabalho e intervenção. A considerar para a Concelhia.
Cátia XXX (Antas) - Jornalista na RUM.
Verónica (Pousada de Saramagos) Estuda em Coimbra.
Crispim (Castelões) – camarada que teve problemas no Partido pelas suas posturas sindicais, que se aproximou no período eleitoral
Carlos (Vermoim)- independente. Trabalho muito dedicado, com capacidade de direcção. Eleito na AM, pode manter responsabilidades.
Vila Verde
Cabanelas – considerar como potenciar dinâmica da lista para o Partido.
Luís XXX – d'Os Verdes. Professor. Homem com capacidades e dedicação. Condições para manter a aproximação com o Partido. Manter ligado.
Vizela
Marco – em Formação Profissional. Quadro muito dedicado. Capacidade de trabalho e de direcção. A considerar para a Direcção Regional.
Paulo - Marido da candidata de XXX. Teve boa participação na Campanha. Dinâmica e acerto com a opinião do P. Inscreveu-se depois das eleições. Ligado ao clube e à Associação de Pais.
Martinho XXX – Infias. Dedicação. Com sentido de responsabilidade. Participa nas reuniões da Concelhia. Inscreveu-se recentemente. Com convicções ideológicas fortes. Começou agora formação na Universidade, que limita.
24 dezembro, 2009
Sobre a Existência do Pai Natal
Isto foi retirado de uma revista de Física, quando andava algures pelo secundário:
"Na Terra há cerca de dois mil milhões de crianças (entenda-se todo o individuo com menos de 18 anos). Contudo, como o Pai Natal não vai visitar as crianças muçulmanas, hindus, judias ou budistas (salvo, talvez, no Japão), o volume de trabalho para a noite de Natal fica eventualmente reduzida a 15 por cento do total, ou seja, 378 milhões. Contando uma média de 3,5 crianças por casa, temos 108 milhões de casas. O Pai Natal dispõe de cerca de 31 horas de trabalho na noite de Natal, devido aos diferentes fusos horários e à rotação da Terra, admitindo a hipótese de que viaja de Leste para Oeste, o que, de resto, parece lógico. Tal equivale a 967,7 visitas por segundo, o que significa que para cada lar cristão com uma criança bem comportada pelo menos, o Pai Natal dispõe de cerca de um milésimo de segundo para estacionar o trenó, sair, descer pela chaminé, encher as meias com prendas, distribuir o resto dos presentes junto ao pinheiro, provar as guloseimas que lhe deixam, voltar a subir a chaminé, saltar para o trenó e dirigir-se para a casa seguinte.
Supondo que essas 108 milhões de paragens se distribuem uniformemente pela superfície da Terra (hipótese que sabemos falsa, mas que aceitamos como primeira aproximação), teremos que contar com cerca de 1,4 quilómetros por trajecto, o que significa uma viagem total de 150 milhões de quilómetros, sem contar com os desvios para reabastecimento ou fazer chichi.
O trenó do Pai Natal desloca-se pois à velocidade de 1170 quilómetros por segundo (3000 vezes a velocidade do som). A título de comparação, o veículo mais rápido fabricado pelo homem, a sonda Ulisses, não vai além dos 49 quilómetros por segundo e uma rena média consegue correr quando muito a 27 quilómetros por hora.
A carga útil do trenó constitui igualmente um elemento interessante. Supondo que cada criança apenas recebe o equivalente a uma caixa de Legos média (um quilo), o trenó suporta mais de 500 mil toneladas, sem contar com o peso do Pai Natal. Em Terra, um rena convencional não consegue puxar mais de 150 quilogramas. Mesmo supondo que a famosa "rena voadora" tem um desempenho 10 vezes superior, o Pai Natal não consegue cumprir a sua missão com 8 ou 9 animais, precisará de 360000, o que vem aumentar a carga útil em mais 54000 toneladas, abstraindo já o peso do trenó, o que equivale a 7 vezes o peso do Príncipe Alberto (o barco, não o monarca...). 600000 toneladas a viajar a 1170 quilómetros por segundo produzem uma enorme resistência ao ar, o qual provoca um aquecimento das renas, tal qual um engenho espacial ao entrar na atmosfera terrestre. As duas renas da frente absorveriam uma energia de 14300 milhões de joules por segundo, cada uma. Em resumo, entrariam quase instantaneamente em combustão, pondo perigosamente em risco as duas renas seguintes. O bando de renas vaporizar-se-ia completamente em 4,26 milésimos de segundo, isto é, o tempo exactamente necessário ao Pai Natal para chegar à quinta casa.
Tudo isto, porém, não é o pior. O Pai Natal, passando fulgurantemente da velocidade instantânea nula a 1170 quilómetros por segundo num milésimo de segundo, ficaria sujeito a uma aceleração correspondente a 17500 quilogramas. Um Pai Natal de 125 quilogramas (que seria ridiculamente magro) ver-se-ia esmagado contra o fundo do trenó por uma força de 2157507,5 quilogramas-força (a conversão para SI fica como exercício para o leitor), o que lhe reduziria instantaneamente os ossos e os órgãos a uma pequena massa pastosa.
Em suma: se o Pai Natal existe, já morreu!"
"Na Terra há cerca de dois mil milhões de crianças (entenda-se todo o individuo com menos de 18 anos). Contudo, como o Pai Natal não vai visitar as crianças muçulmanas, hindus, judias ou budistas (salvo, talvez, no Japão), o volume de trabalho para a noite de Natal fica eventualmente reduzida a 15 por cento do total, ou seja, 378 milhões. Contando uma média de 3,5 crianças por casa, temos 108 milhões de casas. O Pai Natal dispõe de cerca de 31 horas de trabalho na noite de Natal, devido aos diferentes fusos horários e à rotação da Terra, admitindo a hipótese de que viaja de Leste para Oeste, o que, de resto, parece lógico. Tal equivale a 967,7 visitas por segundo, o que significa que para cada lar cristão com uma criança bem comportada pelo menos, o Pai Natal dispõe de cerca de um milésimo de segundo para estacionar o trenó, sair, descer pela chaminé, encher as meias com prendas, distribuir o resto dos presentes junto ao pinheiro, provar as guloseimas que lhe deixam, voltar a subir a chaminé, saltar para o trenó e dirigir-se para a casa seguinte.
Supondo que essas 108 milhões de paragens se distribuem uniformemente pela superfície da Terra (hipótese que sabemos falsa, mas que aceitamos como primeira aproximação), teremos que contar com cerca de 1,4 quilómetros por trajecto, o que significa uma viagem total de 150 milhões de quilómetros, sem contar com os desvios para reabastecimento ou fazer chichi.
O trenó do Pai Natal desloca-se pois à velocidade de 1170 quilómetros por segundo (3000 vezes a velocidade do som). A título de comparação, o veículo mais rápido fabricado pelo homem, a sonda Ulisses, não vai além dos 49 quilómetros por segundo e uma rena média consegue correr quando muito a 27 quilómetros por hora.
A carga útil do trenó constitui igualmente um elemento interessante. Supondo que cada criança apenas recebe o equivalente a uma caixa de Legos média (um quilo), o trenó suporta mais de 500 mil toneladas, sem contar com o peso do Pai Natal. Em Terra, um rena convencional não consegue puxar mais de 150 quilogramas. Mesmo supondo que a famosa "rena voadora" tem um desempenho 10 vezes superior, o Pai Natal não consegue cumprir a sua missão com 8 ou 9 animais, precisará de 360000, o que vem aumentar a carga útil em mais 54000 toneladas, abstraindo já o peso do trenó, o que equivale a 7 vezes o peso do Príncipe Alberto (o barco, não o monarca...). 600000 toneladas a viajar a 1170 quilómetros por segundo produzem uma enorme resistência ao ar, o qual provoca um aquecimento das renas, tal qual um engenho espacial ao entrar na atmosfera terrestre. As duas renas da frente absorveriam uma energia de 14300 milhões de joules por segundo, cada uma. Em resumo, entrariam quase instantaneamente em combustão, pondo perigosamente em risco as duas renas seguintes. O bando de renas vaporizar-se-ia completamente em 4,26 milésimos de segundo, isto é, o tempo exactamente necessário ao Pai Natal para chegar à quinta casa.
Tudo isto, porém, não é o pior. O Pai Natal, passando fulgurantemente da velocidade instantânea nula a 1170 quilómetros por segundo num milésimo de segundo, ficaria sujeito a uma aceleração correspondente a 17500 quilogramas. Um Pai Natal de 125 quilogramas (que seria ridiculamente magro) ver-se-ia esmagado contra o fundo do trenó por uma força de 2157507,5 quilogramas-força (a conversão para SI fica como exercício para o leitor), o que lhe reduziria instantaneamente os ossos e os órgãos a uma pequena massa pastosa.
Em suma: se o Pai Natal existe, já morreu!"
20 dezembro, 2009
Single de Natal 2009
No UK ha tradicao de ver qual e' o single musical mais vendido no natal.
Nos ultimos anos, tem sido sempre uma merda qualquer, popzinho de pita de 13 anos ou o vencedor do X-Factor (os idolos ca da ilha).
Este ano, a BBC decidiu promover Rage Against the Machine para "lutar" contra o vencedor do X-Factor deste ano, e invariavelmente geraram polemica. Numa emissao por volta das 8 da manha, em plena BBC (radio do estado) e depois de terem prometido varias vezes que nao iriam atirar palavrao na radio, os Rage comecaram a tocar a "killing in the name".
Ha aqui varias perolas nesta situacao. A primeira, claro, e' usarem a "killing in the name" como "single de natal". Logo de seguida vem a ingenuidade da BBC, que acreditaram que os gajos iam censurar a musica, quando cantaram ao vivo essa manha. Claro que o Zack de La Rocha cagou de alto para os tipos, e atirou o "Fuck you I won't do what you tell me" ainda varias vezes ate o locutor cortar o som. E' tambem maravilhosamente ironico pedirem para o publico comprar o album dos rage, e usar uma musica com o "Fuck you I won't do what you tell me".
No fim, os Rage superaram as vendas do menino do X-Factor, e este single de 1992 foi o mais vendido este Natal!
Como "obrigado", Zack promete voltar ao UK em 2010 para um concerto gratuito.
FTW
http://news.bbc.co.uk/1/hi/entertainment/8423340.stm
Nos ultimos anos, tem sido sempre uma merda qualquer, popzinho de pita de 13 anos ou o vencedor do X-Factor (os idolos ca da ilha).
Este ano, a BBC decidiu promover Rage Against the Machine para "lutar" contra o vencedor do X-Factor deste ano, e invariavelmente geraram polemica. Numa emissao por volta das 8 da manha, em plena BBC (radio do estado) e depois de terem prometido varias vezes que nao iriam atirar palavrao na radio, os Rage comecaram a tocar a "killing in the name".
Ha aqui varias perolas nesta situacao. A primeira, claro, e' usarem a "killing in the name" como "single de natal". Logo de seguida vem a ingenuidade da BBC, que acreditaram que os gajos iam censurar a musica, quando cantaram ao vivo essa manha. Claro que o Zack de La Rocha cagou de alto para os tipos, e atirou o "Fuck you I won't do what you tell me" ainda varias vezes ate o locutor cortar o som. E' tambem maravilhosamente ironico pedirem para o publico comprar o album dos rage, e usar uma musica com o "Fuck you I won't do what you tell me".
No fim, os Rage superaram as vendas do menino do X-Factor, e este single de 1992 foi o mais vendido este Natal!
Como "obrigado", Zack promete voltar ao UK em 2010 para um concerto gratuito.
FTW
http://news.bbc.co.uk/1/hi/entertainment/8423340.stm
17 dezembro, 2009
População
Estava a escrever um comentário ao post do coolbeer sobre o custo de uma vida. O texto começou a ficar maior e maior, e tornou-se dificilmente legível como comentário. Portanto aqui post crescidinho.
Um dos filmes que mais me marcou até hoje, 21 Gramas de Alejandro González Iñarritu (primeira vez que me lembro de dizer "puta de um filme") tem como última fala o seguinte:
"They say we all lose 21 grams... at the exact moment of our death. Everyone. And how much fits into 21 grams? How much is lost? When do we lose 21 grams? How much goes with them? How much is gained? How much is gained? Twenty-one grams. The weight of a stack of five nickels. The weight of a hummingbird. A chocolate bar. How much did 21 grams weigh?" Portanto se ao deixarmos de viver perdemos 21 gramas, o mesmo que uma barra de chocolate, porque não assumir que a nossa vida nunca teve muito mais valor que isso - uma rasca barrita de merda com 21 gramas que se manda fora quando consumida. Custo - 1€ máximo!
Um elefante numa reserva natural tem um valor de cerca de 50€. Isto não é tirado da cartola e escrito ao calhas, são números calculados para extrapolar o fluxo de capital que um elefante gera pelo simples facto de existir e poder ser observado in vivo por alguém que pague por isso,após desconto de alimentação e todos as restantes despesasas necessárias.
Contudo, um humano qualquer que lá trabalhe possivelmente vale bem menos. Muito menos a sua família e amigos. Para mim certamente que o valerá (menos), confesso. Não gosto muito de pessoas e atribuo mais valor à existência de um qualquer animal inteligente (especialmente um cuja espécie está há séculos continuamente a ser dizimiada), do que a um humano dos quais existem 6.803.388.200! Dá máximo 1 elefante para quase 10.000 humanos. Poderia escrever elefante como qualquer outro mamífero ou ser inteligente.
Brincando mais com dados:
Um elefante consome cerca de 140 a 270 kg de comida/dia. Um humano bem nutrido ingere cerca de 4kg de comida/dia. Para alimentar toda a população de elefantes é necessário um mínimo de 65.800.000 e um máximo de 186.300.000 kg/dia.
Para humanos, 27.213.552.800 kg/dia. É extremamente provável que algures nos próximas décadas deixe de haver o suficiente para nutrir toda esta gentalha.
Toda a vida deveria ser (não simpatizo com o termo mas não me ocorre outro) SAGRADA.
Contudo, o valor de cada vida é sempre relativo. Hoje em dia é relativo certamente quanto ao sítio onde vivemos, ao que fazemos e a quem suscitamos simpatias. Resumindo ao mais básico, ao que dispomos para enriquecer outrem: € ou sentimentos de empatia. Um famoso e muito controverso "estudo" inglês da empresa BrainJuicer descobriu que dizer "I love you" tem um valor de £163.424 - cerca de 192 mil euros. É ridículo, mas demonstra que o bem estar tem um valor imenso.
A vida das pessoas que preenchem simultaneamente os requisitos de a)conheço-as e b) gosto delas têm certamente mais valor para mim do que um qualquer tipo vivendo no Zimbabwe que passa fome devido à inflação (excepção as pessoas que conheço e que preferia não conhecer - grande maioria). A ideia causa-me bastante constrangimento, mas certamente que não farei o mesmo para o ajudar que a um amigo que me peça um favor. A internet vem alterar isto um pouco, com vídeos de gente a sofrer malnutrição e atrocidades muito maiores à distância de um click. Mas não chega, e também não imagino forma melhor de criar o impacto necessário. Sofrimento existe, toda a gente o sabe, mas poucos são os que sequer param para pensar nisso.
Portanto, em parte concordo com o comentário do Gil.
Há claramente pessoas em excesso, pois os recursos são limitados e já o Malthus, em 1798, na sua obra "An Essay on the Principle of Population" calculava cenários de pobreza para uma população que não parasse de crescer. Daí consegue facilmente extrapolar-se n outros cenários negativos, ao lado dos quais a pobreza é certamente um mal menor. Crime, falta de condições mínimas de higiene, proliferação massiva de doenças, extinção de inteiros ecossistemas para manter algum conforto humano, etc. Tudo isto são impactos gravíssimos, especialmente a médio-longo prazo.
Por exemplo ter cerca de 17,3% da população humana na Índia a viver em apenas 2,3% da área habitável terrestre é algo ridículo... Onde há gente a mais há problemas, o mesmo estranhamente não se passa onde há pouca... Argumentem com crescimento económico, com PIBs per capita, isso não convence ninguém que seja minimamente informado. Uma pessoa conhecida de grande parte das pessoas deste blog foi 2 meses à Índia e descreveu-me aquilo sem grandes romantismos, dando-me a ideia de que ser pobre em Portugal é ser rico na Índia, pois viver bem lá é ter algo para comer, nada mais. Comparando com a Noruega, que ocupa o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (a Índia no último estudo está no 134º lugar, Portugal no 34º), esta tem uma população de 4.848.474 (a Índia tem 1.198.003.000 - mais de 247 vezes superior) a viver numa área de 385,252 km2 (a Índia tem 3.287.240 km2 - apenas 11,5 vezes superior), mesmo colocando de lado a localização geográfica, e factores culturais associados, é muito fácil imaginar onde é que uma pessoa se sente melhor e onde cada vida individual tem mais valor para outrem. Numa zona escassamente povoada, com condições naturais adversas, onde a sobrevivência depende da existência em conjunto e colaboração, a perda de uma vida tem muito mais valor do que na maior cidade do mundo - Mumbai com 13.922.125 habitantes em 603 km2. Comparando uma cidade de área comparável, Madrid tem 603 km2 e "apenas" 3.213.271 habitantes. Lisboa tem 564.657 habitantes em 84,8 km2.
Certamente que não se pode negar o direito à vida a uma pessoa já existente (embora o conceito de 'aborto retroactivo' que muitas vezes me chegou aos ouvidos de gente nossa conhecida me cause algum fascínio), e medidas de imposição de limites de procriação também não são vistos com muito bons olhos (perfeitamente compreensível), mas mesmo assim, números são números, factos são factos. A nossa existência física não cai nesse emotivismo que nos caracteriza e nos obscurece o julgamento.
Se os recursos não são suficientes, não se come, não se produz electricidade, não se transformam materiais, não se tem cuidados de saúde, educação e mobilidade. Não se vive. Simples. Medidas drásticas precisam-se, ninguém quer sofrer das possíveis consequências.
Utilizando um modelo extremamente simplista, se a oferta aumenta, o preço baixa. Portanto, comparando com a vida de um dos (no máximo) 690.000 elefantes a 50€ cada, o valor da espécie como um todo é de 34.500.000€. Considerando que o valor da nossa espécie como um todo é o mesmo (pessoalmente pondero que, devido ao seu impacto negativo, valerá bastante menos, ao que grande parte de vós se oporá certamente), cada indivíduo terá um valor pouco maior que 0,005€.
Portanto, pelo preço incialmente discutido de um chocolate, posso comprar 200 de vocês canalhas.
Um dos filmes que mais me marcou até hoje, 21 Gramas de Alejandro González Iñarritu (primeira vez que me lembro de dizer "puta de um filme") tem como última fala o seguinte:
"They say we all lose 21 grams... at the exact moment of our death. Everyone. And how much fits into 21 grams? How much is lost? When do we lose 21 grams? How much goes with them? How much is gained? How much is gained? Twenty-one grams. The weight of a stack of five nickels. The weight of a hummingbird. A chocolate bar. How much did 21 grams weigh?" Portanto se ao deixarmos de viver perdemos 21 gramas, o mesmo que uma barra de chocolate, porque não assumir que a nossa vida nunca teve muito mais valor que isso - uma rasca barrita de merda com 21 gramas que se manda fora quando consumida. Custo - 1€ máximo!
Um elefante numa reserva natural tem um valor de cerca de 50€. Isto não é tirado da cartola e escrito ao calhas, são números calculados para extrapolar o fluxo de capital que um elefante gera pelo simples facto de existir e poder ser observado in vivo por alguém que pague por isso,após desconto de alimentação e todos as restantes despesasas necessárias.
Contudo, um humano qualquer que lá trabalhe possivelmente vale bem menos. Muito menos a sua família e amigos. Para mim certamente que o valerá (menos), confesso. Não gosto muito de pessoas e atribuo mais valor à existência de um qualquer animal inteligente (especialmente um cuja espécie está há séculos continuamente a ser dizimiada), do que a um humano dos quais existem 6.803.388.200! Dá máximo 1 elefante para quase 10.000 humanos. Poderia escrever elefante como qualquer outro mamífero ou ser inteligente.
Brincando mais com dados:
Um elefante consome cerca de 140 a 270 kg de comida/dia. Um humano bem nutrido ingere cerca de 4kg de comida/dia. Para alimentar toda a população de elefantes é necessário um mínimo de 65.800.000 e um máximo de 186.300.000 kg/dia.
Para humanos, 27.213.552.800 kg/dia. É extremamente provável que algures nos próximas décadas deixe de haver o suficiente para nutrir toda esta gentalha.
Toda a vida deveria ser (não simpatizo com o termo mas não me ocorre outro) SAGRADA.
Contudo, o valor de cada vida é sempre relativo. Hoje em dia é relativo certamente quanto ao sítio onde vivemos, ao que fazemos e a quem suscitamos simpatias. Resumindo ao mais básico, ao que dispomos para enriquecer outrem: € ou sentimentos de empatia. Um famoso e muito controverso "estudo" inglês da empresa BrainJuicer descobriu que dizer "I love you" tem um valor de £163.424 - cerca de 192 mil euros. É ridículo, mas demonstra que o bem estar tem um valor imenso.
A vida das pessoas que preenchem simultaneamente os requisitos de a)conheço-as e b) gosto delas têm certamente mais valor para mim do que um qualquer tipo vivendo no Zimbabwe que passa fome devido à inflação (excepção as pessoas que conheço e que preferia não conhecer - grande maioria). A ideia causa-me bastante constrangimento, mas certamente que não farei o mesmo para o ajudar que a um amigo que me peça um favor. A internet vem alterar isto um pouco, com vídeos de gente a sofrer malnutrição e atrocidades muito maiores à distância de um click. Mas não chega, e também não imagino forma melhor de criar o impacto necessário. Sofrimento existe, toda a gente o sabe, mas poucos são os que sequer param para pensar nisso.
Portanto, em parte concordo com o comentário do Gil.
Há claramente pessoas em excesso, pois os recursos são limitados e já o Malthus, em 1798, na sua obra "An Essay on the Principle of Population" calculava cenários de pobreza para uma população que não parasse de crescer. Daí consegue facilmente extrapolar-se n outros cenários negativos, ao lado dos quais a pobreza é certamente um mal menor. Crime, falta de condições mínimas de higiene, proliferação massiva de doenças, extinção de inteiros ecossistemas para manter algum conforto humano, etc. Tudo isto são impactos gravíssimos, especialmente a médio-longo prazo.
Por exemplo ter cerca de 17,3% da população humana na Índia a viver em apenas 2,3% da área habitável terrestre é algo ridículo... Onde há gente a mais há problemas, o mesmo estranhamente não se passa onde há pouca... Argumentem com crescimento económico, com PIBs per capita, isso não convence ninguém que seja minimamente informado. Uma pessoa conhecida de grande parte das pessoas deste blog foi 2 meses à Índia e descreveu-me aquilo sem grandes romantismos, dando-me a ideia de que ser pobre em Portugal é ser rico na Índia, pois viver bem lá é ter algo para comer, nada mais. Comparando com a Noruega, que ocupa o 1º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (a Índia no último estudo está no 134º lugar, Portugal no 34º), esta tem uma população de 4.848.474 (a Índia tem 1.198.003.000 - mais de 247 vezes superior) a viver numa área de 385,252 km2 (a Índia tem 3.287.240 km2 - apenas 11,5 vezes superior), mesmo colocando de lado a localização geográfica, e factores culturais associados, é muito fácil imaginar onde é que uma pessoa se sente melhor e onde cada vida individual tem mais valor para outrem. Numa zona escassamente povoada, com condições naturais adversas, onde a sobrevivência depende da existência em conjunto e colaboração, a perda de uma vida tem muito mais valor do que na maior cidade do mundo - Mumbai com 13.922.125 habitantes em 603 km2. Comparando uma cidade de área comparável, Madrid tem 603 km2 e "apenas" 3.213.271 habitantes. Lisboa tem 564.657 habitantes em 84,8 km2.
Certamente que não se pode negar o direito à vida a uma pessoa já existente (embora o conceito de 'aborto retroactivo' que muitas vezes me chegou aos ouvidos de gente nossa conhecida me cause algum fascínio), e medidas de imposição de limites de procriação também não são vistos com muito bons olhos (perfeitamente compreensível), mas mesmo assim, números são números, factos são factos. A nossa existência física não cai nesse emotivismo que nos caracteriza e nos obscurece o julgamento.
Se os recursos não são suficientes, não se come, não se produz electricidade, não se transformam materiais, não se tem cuidados de saúde, educação e mobilidade. Não se vive. Simples. Medidas drásticas precisam-se, ninguém quer sofrer das possíveis consequências.
Utilizando um modelo extremamente simplista, se a oferta aumenta, o preço baixa. Portanto, comparando com a vida de um dos (no máximo) 690.000 elefantes a 50€ cada, o valor da espécie como um todo é de 34.500.000€. Considerando que o valor da nossa espécie como um todo é o mesmo (pessoalmente pondero que, devido ao seu impacto negativo, valerá bastante menos, ao que grande parte de vós se oporá certamente), cada indivíduo terá um valor pouco maior que 0,005€.
Portanto, pelo preço incialmente discutido de um chocolate, posso comprar 200 de vocês canalhas.
10 dezembro, 2009
Tou farto de discutir as violações de privacidade que as redes sociais criam, privacidade a que o individuo tem direito e é saudável, e não deve ser violada com o propósito do "quem não se mostra é porque tem alguma coisa a esconder". Isto faz-me lembrar aquelas utopias clássicas, sobretudo o Nós de Zamyatin, onde a sociedade é controlada pela própria sociedade.
Não querendo entrar em grandes textos e divagações literárias ou filosóficas, lembrei-me disto por causa desta notícia no site do Público.
Não querendo entrar em grandes textos e divagações literárias ou filosóficas, lembrei-me disto por causa desta notícia no site do Público.
09 dezembro, 2009
Quanto custa uma vida humana?
"A despesa que os ataques de coração impõem anualmente à economia europeia é de 38 mil milhões de euros, segundo um relatório do projecto Action for Stroke Prevention. O envelhecimento da população deve fazer disparar estes custos.
O estudo, citado pela TSF, foi entregue ao Parlamento Europeu. Os autores alertaram para a necessidade da luta pela prevenção dos enfartes, insistindo na sensibilização financeira para cumprir o objectivo.
O Action for Stroke Prevention (Acção para a Prevenção de Enfartes, em português) junta médicos e doentes, que sublinharam a necessidade de mais investimento na prevenção e na vigilância da arteriosclerose."
Somos realmente uma civilização muito atrasada e limitada quando só conseguimos pensar em números.
O estudo, citado pela TSF, foi entregue ao Parlamento Europeu. Os autores alertaram para a necessidade da luta pela prevenção dos enfartes, insistindo na sensibilização financeira para cumprir o objectivo.
O Action for Stroke Prevention (Acção para a Prevenção de Enfartes, em português) junta médicos e doentes, que sublinharam a necessidade de mais investimento na prevenção e na vigilância da arteriosclerose."
Somos realmente uma civilização muito atrasada e limitada quando só conseguimos pensar em números.
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