Recomendo vivamente 2 documentários que saíram em 2007. Baseiam-se ambos nas antigas glórias das arcades. Não nas máquinas em si, mas nos protagonistas de uma era. Muitos não eram bonitos, tinham aptidões sociais muito limitadas, eram no fundo uma cambada de geeks e nerds.
Jogavam Pac-Man, Asteroids, Centipede, Missile Command, Donkey Kong, etc. E eram estupidamente bons nisso. Chegavam a jogar 60 horas com uma moeda de 25cent (sem pausas). Não havia Quakes, não havia Street Fighters, não havia Guitar Heroes. Foi a era de ouro dos jogos de vídeo, que começou a declinar entre 83 e 86.
O Chasing Ghosts: Beyond the Arcade retrata a história de uma sessão fotográfica do Life Magazine em 1982 para honrar os detentores de recordes em diversos jogos de arcada, o reconhecimento crescente que tiveram e o necessário confronto com a realidade, quando toda a gente começou a perceber que a vida não era estar enfiado numa cave a meter moedas numa máquina com luzes a piscar. Grande parte do filme é passado em 2007, com entrevistas a personas tão estranhas quanto Billy Mitchell, detentor de inúmeros recordes e do seu próprio molho picante para asas de frango; de Walter Day, o árbitro que controla os rankings e recordes e supervisiona os torneios oficiais de jogos desde 82; até ao Mr. Awesome aka Roy Shildt, guru de fitness e engates, que tem a seu própria autobiografia erótica, que está bastante fodido há anos porque não lhe reconhecem os recordes de Missile Command e que por alguma razão obscura quando vai jogar arcades anda vestido com um uniforme militar/polícia?!?. Genial!!
O The King of Kong: A Fistful of Quarters é baseado na tentativa de Steve Wiebe de quebrar o recorde de Donkey Kong de Billy Mitchell. Parece demasiado simples para dar um argumento decente para um filme, mas desenganem-se. É uma história que agarra, que emociona, que causa repulsa e tristeza.
Vejam, vale a pena perderem 169 minutos acumulados da vossa vida. Mesmo que odeiem alguns destes jogos tanto quanto eu (especialmente o Pac-Man que me tira do sério desde que tive um Commodore 64). Ou que sejam gajas (enunciar estereótipos alegra-me).
26 junho, 2009
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