09 março, 2009
Que o Homem é o produto de causas desconhecedoras do fim que estavam a atingir; que a sua origem, crescimento, esperanças e medos, os seus amores e crenças, são o mero resultado da disposição acidental de átomos; que nenhum fogo, nenhum heroísmo, nenhuma intensidade de pensamento ou sentimento podem preservar uma vida individual para lá da sepultura; que todos os esforços de todas as idades, toda a devoção, toda a inspiração, todo o brilho solar do génio humano, estão condenados à extinção na vasta morte do sistema solar, e que todo o tempo das conquistas humanas terá inevitavelmente de ser enterrado sob os destroços de um universo em ruínas - todas estas coisas, se não são indisputáveis, estão, ainda assim, tão próximas da certeza, que nenhuma filosofia que as rejeite pode esperar perdurar. Somente apoiada nestas verdades, só nas sólidas fundações do desespero inflexível, pode a habitação da alma ser doravante copnstruída de forma segura.
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