29 junho, 2007

A Imparcialidade do Jornalista

Para começar devo dizer que eu estive lá, mas só vi o Joe Satriani que foi muito bom, e os "Brutallica" (não sou grande fã da banda, mas o concerto foi mesmo fantástico!)

Mas parece que um qualquer jornalista credenciado não é da mesma opinião, pelo menos em relação ao Satriani e escrever no JN esta peróla (o que está entre [azul] são os meus comentários):

«O primeiro dia da 13ª edição do festival patrocinado pela melhor cerveja da Península Ibérica [ está a falar da Super Bock. Oh amigo, bebes assim tanta cerveja para afirmares isto assim??] foi um sucesso a nível de adesão de público. Mesmo sem números oficiais, estima-se que mais 35 mil pessoas compareceram no Parque Tejo. Grande parte delas seduzidas pela presença dos Metallica. Mas foi preciso esperar - e muito [não sei se se atrasaram 10 minutos... não sei a que concertos vais, mas isto é um bocado habitual]- pela chegada dos grandes senhores de "Kill'em All".

A meio da tarde, a primeira banda causou logo espanto - e isso tanto pode ser bom como mau. Os Men-Eater laboraram um amontoado sonoro capaz de provocar turbulência no ar ao ponto de quase impedir os levantamentos e as aterragens dos aviões no aeroporto da Portela que ali fica perto [gosto muito do exagero! [Revela conhecimento sobre o local onde estava... mesmo assim era mais giro se tivesses dito o aeropoto de Tóquio... já que é para exagerar...]. O vocalista não cantou - emitiu uns grunhidos num idioma imperceptível [aposto que era inglês!!]. O JN [foste tu oh caramelo, não foi o JN!] passou 17 minutos [um jonalista com relógio... este tipo é muito dedicado aos tempos. És um Tag Heuer em pessoa, devias ir para a Fórmula 1!!] a tentar perceber se o homem adoptava a língua portuguesa, inglesa ou o aramaico [sabes falar aramaico?? Ah valente!]. Infelizmente, não chegámos a qualquer conclusão e, como tal, pedimos desculpas aos nossos leitores [pões-te a olhar para as meninas da Sapo, depois não vês os concertos e vens para aqui arranjar desculpas!! Não te censuro, eu fiz o mesmo.].

Mais do mesmo

Sem demoras, seguiram-se os More Than a Thousand, outros da mesma casta. Os guitarristas abanavam o tronco e cabeça como se enxotassem abelhas alojadas no cerebelo [Brutal!! A descrição revela grandes conhecimentos de anatomia e de zoologia, se bem que abelhas no cerebelo... é complicado...]. Desconhece-se se terão uma grande carreira pela frente [que frase tão desnecessária. 'Tás a encher chouriços]. Todavia, caso a banda se dissolva, os seus membros terão futuro garantido como sonoplastas de filmes de terror ou de documentários sobre animais selvagens para a National Geographic [mais uma pérola! Este tipo ouve uma banda, não sabe se terão futuro como banda, mas já prevê carreiras alternativas em trabalhos tão comuns e semelhantes entre eles como ser actor ou fazer documentários]. O mesmo se aplica aos Mastodon e aos Blood Brothers - ainda que estes últimos tenham mostrado, aqui e ali, bons apontamentos de electro-metal (seja lá o que isso for) [portanto, afirmas que são bons numa coisa que desconheces...]. Dos Mastodon e Stone sour nem vale a pena falar pura banalidade.

Enquanto a noite chegava, dilatava a ansiedade para ver os irresistíveis Metallica, de longe a banda mais apetecível do arranque do Super Rock. Mas isso só aconteceria depois do fecho desta edição e, momentos antes, fomos obrigados a suportar tortura. A sério. Por causa de Joe Satriani. [mas o que é que o Joe te fez?? Explica lá]

Segundo as nossas contas, em Março de 1972, Joe Satriani tinha 16 anos [sabes fazer contas... mostra aqui que também é bom em matemática!]. Foi nesse mês que a NASA lançou para o espaço a sonda Pioneer 10, o primeiro objecto construído pelo homem a sair para fora do sistema solar rumo a uma viagem sem retorno [e em história!]. Ora, importa levantar uma questão quem foi o responsável pelo facto de Satriani não ter embarcado na dita sonda? [epah... pergunta dificil... mas o Joe era menor nessa altura, se calhar foi por isso!] Convém apurar responsabilidades. Satriani ficou na Terra. E as consequências, hoje, são gravíssimas: ele é o músico mais chato da troposfera. [foda-se, que agreste!! Não deves ter visto o mesmo que eu!!]

Que lugar para Paredes?

Ontem, no palco Super Rock, isso foi bem visível. Satriani? Nele tudo merece ser desancado do exibicionismo virtuoso ao onanismo guitarrístico [alguem aqui gosta de wrestling...]. Os seus dedos esquadrinham o braço da guitarra para erigir nada mais do que uma maçada exorbitante, uma estopada inaturável vinda de quem privilegia a técnica e se olvida da imaginação - e o Super Rock, até ver, não é um festival de ginástica [confesso que me ri com isto!]. Os fãs gostam de apregoar o facto de Satriani ser "o 7º melhor guitarrista de sempre". E que significa isso? Ninguém sabe [significa que existem vários guitarristas, e há uns melhores, outros piores. Este é dos melhores!]. Aliás, em que lugar ficou Carlos Paredes nessa lista? Ninguém sabe [foste à procura? Olha que ele anda lá...].

Sejamos realistas é menos nocivo para a saúde ver sete concertos seguidos dos Judas Priest (ou até oito) [eh lá, tanta exactidão... então e se forem 9?] do que uma hora de concerto do Satriani. De certeza que a música de Joe Satriani faz mal às àrvores - proíbam-na! Livrai-nos deste jactancioso para que doravante não mais cá venha semear o tédio. Como se tudo isto não bastasse, Satriani é ainda caudaloso na azeitona espremida.»[AHAHAHAHAHAHAHA devias ir almoçar à cantina velha connosco!! A tua capacidade para dizer merda é invejável!!]

4 comentários:

Anónimo disse...

Fiquei totalmente fascinada com a notícia!

Tanta estupidez pegada… lolol

Eh pah Lino, parece que arranjaste concorrência, mas não sei se este não te ganhará no concurso do “quem diz mais merda ganha”!

O sonho do homem era saber tocar o “hino da alegria” na guitarra, temos de compreender a sua revolta xD

ai ai, esta juventude...!

Bino Lento disse...

Enganei-me. Onde escrevi «actores» seria sonoplastas. Não sei onde raio fui buscar aquela ideia, mas fica aqui a errata.
Outra coisa que me esqueci de realçar foi o vocabulário do tipo! É que ele diz merda, mas com aquele sentido de humor meio intelectual, com palavras, chamemos-lhe, pouco usadas no dia a dia. Gosto muito disso!

Depois de ter relido a notícia, fiquei com muitas mais ideias de comentários para escrever. Se calhar devia ter lido mais umas quantas vezes antes de 'postá-la' (isto existe?), mas de certeza que quem lê isto terá também muitas ideias para muitos comentários (não tens Joana!?). É que escrevi um bocado à pressa... isso justifica também os erros que andam por lá, que pensei em corrigi-los mas não tou pra isso. Ah, e também o facto do meu teclado ter dificuldade com os R's... mas quem sou eu para criticá-lo...

Já agora, Joana, podias escrever artigos como freelancer e mandá-los para o JN... algo me diz que eles iam gostar! eh eh eh!

Anónimo disse...

Elah é mesmo verdade… agora que li segunda e terceira vez aquela preciosidade adoro-a ainda mais (se possível, claro…!).

Há que realçar que não há palavra alguma que me desagrade no meio de todo aquele esplendor… (a não ser, talvez, as escritas pelo Lino…: P) mas tenho pena (mentira… é mesmo inveja) de não ter sido eu a escrever algumas coisas que lá estão…!

Lino, olha que não sei não, nem nos meus “melhores” dias conseguiria escrever adjectivos como “maçada exorbitante” ou quiçá “estopada inaturável” ou mesmo escrever frases como “Livrai-nos deste jactancioso para que doravante não mais cá venha semear o tédio.” Mas, também não entendo…, tanta coisa para escrever o mesmo que qualquer outra pessoa escreveria sobre ele (o autor do belo do texto) mas com muito menos palavras: “Morre pah!”

Seja como for hei-de ver como funciona o JN (pelos vistos não muito bem…) mas, a ver, se pagarem bem pelos textos acho que com um pouco de esforço e dedicação chego lá! (talvez se me deres umas aulinhas Lino!)

D@V|§ disse...

De certeza que a música de Joe Satriani faz mal às àrvores - proíbam-na! -
- Joe Satriani, o inibidor da fotssíntese.
HAHAHAHA