Em Mafra têm brotado novos pasquins jornalísticos cujo intuito, muito nobre, de terem sucesso é limitado ao tamanho das barbaridades da coluna do Jacal. Quero com isto dizer que enquanto o homem continuar a entreter a populaça, duvido seriamente que algum pasquim tenha sucesso nesta terra. Até que alguém se lembre de criar algo com... sei lá... um pingo de jornalismo... isso sim seria inovador.
Foi num desses pasquins, o Mafra Hoje (pelo menos estes acertaram com o H, ao contrário de outro diário) que reparei que Mafra possui uma charrete, ou não fossemos nós tão influenciados pela serra de Sintra.
E pensei eu muito ingenuamente, o que é que tem Mafra de tão interessante para além do Convento para organizar um passeio assim? Será que a nossa vila é assim um sítio tão histórico?
Ora bem, tendo em conta que uma pessoa vai passear de coche, ou charrete que é o modelo desportivo, dá a ideia que estamos em pleno século XVIII. Isto se ignorarmos o cheiro a dióxido de carbono que entra pelas nossas narinas enquanto estamos no meio da avenida principal, com o cavalo lutando estoicamente para não ser atropelado pelo bombeiro com o saxo de 200 cavalos.
Ora bem, ignorando os carros, e com o convento como pano de fundo.. até parece que esta viagem vale as 50 biscas, oh se vale. É então que a charrete segue pelo fantástico jardim que fica ao lado do Café da Vila onde, se formos suficiente afortunados, podemos encontrar um ou mais elementos deste blog a fumarem a sua ganza. Não tenha medo, eles estão demasiado pedrados para vos verem. A viagem segue-se pelo parque desportivo que poderia ser um ponto interessante de visita, não fosse o extenso muro à volta que... vamos lá... não deixa ver ponta de corno. Foi azar... mal pensado... mas é sempre engraçado passar com uma charrete por cima das lombas.
Finalmente chegamos ao Zambujal, que é o ponto mais distante do percurso. Aqui sim, parece que estamos no século XVIII tal a pasmaceira. Mas não é por isso que o homem nos traz aqui.. diz ele, e passo a citar... "vamos ao Zambujal para ver o mar!"... o Mar! ... o belo oceano Atlântico que banha a costa do...Zambu.. oh diacho, parece que este gajo comeu-nos de cebolada.
Ora eu tenho umas sugestões adicionais para o Curto, aquele que tem o cavalo (e aqui não estou a falar do Quadrado) para tornar a visita mais histórica. Porque é que não passa pelo centro de Saúde de Mafra? Hum? Se o edifício não tem mais de 200 anos, assim parece ... e pela quantidade de pessoas que estão à porta às 5 da manhã para marcarem consulta dá a ideia de ainda não termos passado da idade medieval. Seguidamente arrepia caminho pela Vila Velha, a verdadeira zona histórica de Mafra, para sentir na pele a emoção única de um assalto de um grupo de bandidos, tal como se fazia no tempo do Robin dos Bosques. Quanto mais tardia for a volta, melhor. Ficam as sugestões.
O quê? Não acreditam em mim? Consultem o blog:
http://antoniocurto.blogspot.com/ . Com um título tão pornográfico como Festa no Cavalo, Cavalo na Festa, não deverão ter muitas dificuldades em atrair mais lorpas.